Já não é de hoje que uma nova ordem social está a se formar. Comparada às mudanças de placas tectônicas se mexendo. Terremoto e tsunami são as metáforas mais comuns. Ninguém escapa. Todas as empresas funcionarão debaixo dessa nova estruturação. Estamos falando da criação nunca antes vista de um conjunto de paradigmas que irá transformar tudo: educação, entretenimento, estilo de vida, marketing, mundo social, e até (e principalmente) os negócios…

A revista Época ‘capeia’ o twitter. Uma abordagem superficial e rápida. Talvez precise ser assim. E nem assim. Quem vai entender se a pessoa mesma não twitta? Ou tentou e abandonou?

Passados sete dias, recebemos a Veja ‘pauteando’ o mesmo assunto, sem precisar colocar na capa. Em seu bojo ilustra com um macaco internauta. Não há repercussão. Havíamos visto esse filme antes aqui na campanha do Estadão. Uma briga provocada, sem querer querendo, a lá Chávez – todos se divertem! E que venha o próximo episódio do Chapolin.

Tanto uma como a outra – as revistas e as reportagens – ainda não pegaram o ‘espírito da coisa’. Ou se preferir: sabem que a internet existe, mas ainda não decifraram o como, o por que e o para que.

Se não bastasse, recorro a um dos papas da sociologia digital. Professor David Weiberger é direto e preciso. Ele faz uma análise e um recorte cirúrgico para não deixar marcas e dar o toque final na escultura que retrata o que é a internet, e o sentimento que podemos nutrir por algo que é e não é intrinsicamente nem bom nem mal. É neutro. A tradução é livre.

A internet é bem melhor entendida como a que fornece um pouco mais de tudo: mais calúnia, mais honra. Mais pornografia, mais amor. Mais idéias, mais distrações. Mais mentiras, mais verdade. Mais especialistas, mais profissionais. A internet é abundância, enquanto a velha mídia constrói sua premissa – tanto no seu modelo de conhecimento como de sua economia – na escassez.

Não está em foco nessa briga, se A digladia contra B. A disputa é muito mais séria. Está na arena a grande transformação que impacta a sociedade, as pessoas e a vida de maneira geral.

Fala sério: estamos preparados?

  • Volney,

    Concordo plenamente com você sobre ser inevitável que as empresas precisem se adaptar a essa nova ordem.
    As empresas precisam entender que além de ter um acesso muito maior e mais autêntico sobre o que os clientes querem, elas tem a oportunidade de contribuir para a comunidade virtual e melhorar sua reputação.
    O exemplo da IBM com o Linux pra mim é o que melhor representa essa tendência.

    Um vídeo que me chamou atenção esses dias foi um que ele explica o fenômeno das redes sociais fazendo analogia com uma fábrica de sorvete em uma pequena cidade. Segue o link: Definição de Rede Social e suas características

    Grande abraço e parabéns pelos insights!
    Millor

  • Débora Almeida

    Isso é mais sério do que se pensa… pra se ter uma idéia, me casei um ano atrás e devido aos diversos e inumeros gastos do casamento acabamos não colocando uma TV por assinatura em casa, a nossa região é péssima em sinal, então nem os canais de TV aberta conseguimos captar, com 3 meses de casamento eu e meu esposo sofremos um acidente de moto, eu fiquei 3 meses afastada do trabalho, o meu esposo está até agora afastado, assim que recebeu alta e voltou para casa, quis continuar a trabalhar, montamos tipo um home office pra ele: internet, fax, impressora, scaner, etc. resultado: hoje, mesmo tendo alta, a empresa decidiu que ele continuará a trabalhar de casa, outros projetistas da empresa como ele que moram longe da empresa, passaram a trabalhar em casa e isso reduziu bastante o custo da empresa em relação a transporte, eles mantém contato, discutem projetos com clientes e com a direção da empresa tudo por e-mail, skype, msn,etc…. além disso ele encontrou várias comunidades na internet com outros projetistas que como ele trabalham remoto em casa… entrou em contato com empresas que lhe enviaram trabalho para fazer em casa como free lance, passou a dar consultoria para outras tbm… agora além disso tudo e voltando ao ponto inicial… todas as séries que gostamos de assistir baixamos os episódios pela internet,baixamos os filmes, tomamos conhecimento dos acontecimentos todos pela internet, assistimos a canais de TV também pela internet, como somos fluentes no inglês nem precisamos esperar que os arquivos recebam legenda ou dublagem… sinceramente só usamos a nossa TV para ligar o cabo DVI do notebook e assistir alguma coisa que é de interesse comum dos 2, compramos um jornal qdo queremos ver um edital ou outra coisa semelhante… todos os livros que eu me interesso em comprar, qdo vou pesquisar o preço pela internet sempre acabo achando o download já disponivel, se vou ao cinema entro antes na internet para poder ver os filmes em cartaz, preço, etc, posso fazer reserva de uma mesa nos nossos restaurantes favoritos, recebo e-mail dos meus sites favoritos das ofertas e promoções e se estou interessada em comprar algo que ainda não está no preço que eu acho justo coloco um alerta para que qdo o site chegar na faixa de preço que para mim esteja justo ele me avise por e-mail… portanto hoje posso dizer… não vivo sem internet, nossos conhecimentos, relacionamentos pessoais e profissionais, nosso lazer, tudo que fazemos se não depende, está indiretamente ligado a isso.

    Abraço a todos!!

  • Millor, Você lembrou bem com a adesão da IBM no Linux. É quase certo que a IBM seja uma das poucas das grandes corporações a ter tido a ousadia e a humildade de entender um pouco desse novo mundo, abraçando um software de código aberto.

    Esse video do sorvete é muito bom e explica bem legal! Eu já tinha assistido – foi bem lembrado também.

    O meu outro link é o blog ‘meu filho digital’ – pois constatamos grandes necessidades no tema.

  • Débora,

    Que experiência e tanto! Espero que vcs dois estejam 100%.

    Sabe que a sua história será divulgada por aí! É uma ilustração fantástica das mudanças que ocorrem no nosso mundo e no nosso dia a dia, e por desconhecimento e insensibilidade não acompanhamos e nem ficamos sabendo. O exemplo do escritório remoto com a comunidade laborial conectada é EXCELENTE! Grato pelo comentário.

    Vamos nessa que a Revolução pede passagem …