O mundo virtual continua envolvendo cada vez mais consumidores, empresas, mercado, instituições e governos. As compras eletrônicas são fato consumado e tendem a crescer até abranger todos os setores e segmentos econômicos do mundo real ou físico.

Recursos destinados à inserção de sites de empresas e seus produtos na rede mundial de computadores, a internet, avançam no formato, segurança e possibilidades. Nesta manhã, representantes das empresas Google e Certisign participaram do Ciclo mpe.net. O evento aconteceu na sede da Confederação Nacional do Comércio, Bens e Serviços (CNC), em Brasília, e tratou sobre comércio eletrônico para micro e pequenas empresas.

O tema da palestra de Ana Maki, representante da Google no evento foi marketing e links patrocinados na internet.google. “A mídia impressa está diminuindo seu alcance”, afirmou Ana. O conceito de público-alvo está mudando e o usuário tem mais poder na hora da compra, podendo direcionar, procurar e focar o que quer na internet, disse ela.

Dentro desse contexto de avanço do comércio eletrônico, o Brasil tem grande potencial. O País é campeão mundial em tempo de navegação na rede. Atualmente é o quarto mercado em vendas de computadores. Em 2007, os brasileiros compraram mais computadores que TVs, informou ela. No Brasil, a Google cresceu 89% , no ano passado. Hoje, são 26 milhões de usuários dessa pródiga empresa no País.

As ferramentas Analytics e acompanhamento de conversões da Google Adwords foram o foco da apresentação. Ambas são gratuitas e possibilitam às empresas verificar o comportamento do usuário, desde o momento em que decidiu fazer a compra até a efetivação dela. Palavras-chave e o número de cliques são as referências para os recursos gratuitos disponibilizados pela Google para as empresas, por meio do WWW.adwords.google.com.br o custo é cobrado apenas quando o cliente clica no anúncio da empresa.

“A publicidade on line antigamente eram os banners, spams, etc, que poluíam muito a tela. A Google limpou para que o usuário encontre mais fácil o que procura”, explicou Ana. Três canais podem ser utilizados pelas empresas para aderirem ao comércio eletrônico por meio da Google: a rede Google; a rede de parceiros Google; e a rede de conteúdo (sites de conteúdos que são parceiros). Nesse último, é possível fazer anúncios de imagem, considerados muito eficientes, observou.

“Sua campanha on line tem de estar estritamente igual ao seu site”, alertou a palestrante. A Google oferece um verdadeiro cardápio de recursos gratuitos para os empresários que desejam entrar no mundo virtual, incluindo desde ferramentas eletrônicas para construir o site do empreendimento (para as micro e pequenas empresas que não possuem), geradores orçamentos e relatórios, até acompanhamento de resultados das compras.

“A Google Analytics é uma ferramenta que mede e mostra como o usuário navega no seu site. Gera mais de 86 relatórios e a interface é em português”, explicou Ana. Muitas vezes é necessário fazer ajustes, como das palavras-chave nas buscas, para vender mais. A Google também conta com profissionais especialistas e estrategistas de compra eletrônica, que garantem retorno aos empresários, acrescentou.

Segurança digital

A certificação digital é necessária e imprescindível para realizar negócios no mundo virtual com segurança, de acordo Claudio Santos, gerente de negócios da Certisign, empresa brasiliense especializada na ferramenta. “Só trabalhamos com certificação digital”, ressaltou Claudio. A Certisign é responsável por 90% das certificações digitais no País.

No mundo real ou físico, quando o negócio é realizado, há papéis, notas fiscais, interação com pessoas, boletos de pagamentos, etc. No mundo virtual, é preciso confiar que a compra está sendo realmente concretizada por meio do fornecimento dos dados dos cartões para as empresas via internet. “É ótimo, dá transparência, agilidade, mas e a segurança?”, desafiou o gerente.

Montanhas de papéis, pastas, burocracia e lentidão estão sendo substituídos por processos eletrônicos via internet, que agilizam serviços públicos e privados em geral. “Não precisamos mais ir ao banco, pois podemos fazer tudo pela rede”, exemplificou. Notas fiscais eletrônicas, declarações de imposto de renda via internet, serviços de cartórios, compras eletrônicas, entre outros, já fazem parte da vida da maioria dos brasileiros.

A certificação digital é etapa fundamental para autenticar a autenticidade e legalidade das relações comerciais e institucionais via rede internacional de computadores. Ela equivale a um documento de identidade digital, único e intransferível, como é a carteira de identidade das pessoas físicas.

“Ela documenta a pessoa, empresa ou instituição, como se estivesse presente e assinando o papel no mundo físico”, comparou. A ferramenta possui chave pública e chave privada. “É isso que dá segurança a transação e informa que é verdadeira”, acrescentou Claudio.

“Sem certificação digital, a transação não é confiável”, enfatizou. A identidade digital fica guardada num hardware específico, em três modalidades: o Token, semelhante a um pendrive; cartão magnético; e no computador (pode armazenar as três mídias). Os meios mais seguros de portar a certificação digital são o Token e o cartão eletrônico, segundo o palestrante.

No Brasil, o órgão que regulamenta a certificação digital é o ITI (Instituto Instituto Nacional de Tecnologia da Informação). A Medida Provisória 2.200-2 de 24 de agoto de 2001, instituiu a estrutura legal da chave pública brasileira, a ICP-Brasil. Nessa MP se encontra o conjunto de técnicas, práticas e ferramentas, que passaram a vigorar no País, partir da data de sua publicação, para validar as transações com certificação digital.

Fonte: Agência Sebrae de Notícias
Autor: Vanessa Brito
Referências:
www.adwords.google.com.br / www.identidadedigital.com.br / www.certisign.com.br