O objetivo de qualquer negócio não é só gerar lucro para seus sócios, mas também proporcionar vantagens e benefícios para seus clientes e a comunidade em que estão inseridos.

Poucas empresas conseguem aliar o crescimento econômico com o impacto social no desenvolvimento de soluções inovadoras. Contudo, a recente onda de startups, companhias que aliam a alta tecnologia com os problemas reais da população, está quebrando este paradigma.

Cinco delas se destacaram em 2018 por resolverem questões fundamentais em seus setores. Confira:

Uma nova forma (tecnológica) de aprender inglês

A tecnologia chegou à educação para fazer com que a escola a instituição de ensino seja mais do que uma escola, mas uma verdadeira smart school. A Beetools, startup de tecnologia na educação, é um dos melhores exemplos de edtech (acrônimo para tecnologia na educação) do país.

Fundada em 2018, a empresa aposta em conceitos como Inteligência Artificial, Realidade Aumentada e Big Data para aprimorar o processo de aprendizagem. Com 13 unidades no Paraná neste ano, a meta é fechar 2019 com 35 unidades em todo o país.

“As Edtechs são a bola da vez em 2019. Outras áreas já tiveram um crescimento acentuado nos últimos anos. Agora, o mercado olha para as empresas deste setor como uma oportunidade de negócio em ascensão e também com propósito. Afinal, é só mudando a educação que poderemos mudar o país”, afirma Fabio Ivatiuk, CEO da Beetools.

Solução inovadora para medicamentos de alta complexidade.

Remédios para doenças graves e raras exigem uma rede de distribuição eficaz e adequada – afinal, o medicamento precisa chegar rapidamente ao paciente. Essa é a motivação da DNA Specialty, focada em criar modelos inovadores para os segmentos de oncologia, hospitalar e vacinas.

A empresa desenvolveu o Specialty Hub, uma solução que permite os planos de saúde, distribuidores e deliveries realizarem a entrega com um programa de suporte ao paciente e todo o gerenciamento de demanda, como transfer order, mapa de vendas, informações de estoque, cancelamento de pedidos, entre outros.

“Nosso objetivo é aumentar a eficiência das empresas que atuam no segmento de Specialty, por meio de um atendimento consultivo e soluções que auxiliam os players junto aos pacientes”, comentou José Ricardo Ferreira, CEO da DNA Specialty.

Atualmente, a empresa atende clientes como a Novartis, Libbs Oncologia, GSK Vacinas e Hospitalar, Astellas e a Pfizer.

Patinetes elétricas como alternativa limpa e eficiente à mobilidade urbana

O congestionamento no trânsito é um dos principais problemas das principais cidades brasileiras e o desafio é facilitar o deslocamento das pessoas nas ruas sem agredir o meio ambiente.

A Grin, startup de mobilidade urbana, foi a pioneira em disponibilizar as patinetes elétricas para quem percorre curtas distâncias.

A alternativa silenciosa e não-poluente já está nas ruas de São Paulo desde agosto de 2018 e pode ser encontrada graças a um aplicativo. A meta é expandir o serviço no próximo ano e atingir outras cidades brasileiras.

“Acreditamos na geração de valor compartilhado e queremos colaborar com a qualidade de vida da comunidade em que estamos inseridos, criando cidades mais inteligentes, agradáveis, prósperas e inclusivas”, comentou Marcelo Loureiro, CEO da Grin.

Energia Solar com aluguel a preço baixo

A busca por energia limpa faz com que as placas fotovoltaicas, que transformam a radiação do sol em eletricidade, estejam no radar das empresas que desejam investir em soluções limpas e eficientes. Contudo, o alto preço costuma afastar os empresários interessados.

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Por conta disso, a Solar 21, startup de energia, criou um modelo de negócio inspirado no aluguel do sistema. Dessa forma, o cliente consegue alugar as placas solares, enquanto que a própria empresa cobre o projeto, equipamento, instalação e manutenção.

“Observamos que a grande dificuldade para a expansão de geração de energia solar está no preço. Apesar dos incentivos fiscais, dos financiamentos e diminuição dos preços nos últimos anos, os sistemas são caros, exigindo um alto investimento inicial. O modelo de aluguel surgiu para preencher essa lacuna e alavancar o uso da energia solar no país”, diz Vinicius Ferraz, CEO e cofundador da empresa.

Com menos de um ano de atuação, a Solar 21 já tem projetos em Brasília, Rio de Janeiro e Bahia.

Gestão financeira facilitada para o pequeno varejista

Uma das preocupações do pequeno varejista é realizar a gestão financeira de sua loja. Há diversas ferramentas tecnológicas para isso, mas nenhuma delas concentrava todos os recursos em uma mesma plataforma – até surgir a Finanças 360º em 2013.

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A startup oferece, em uma única solução, serviços como controle do fluxo de caixa, DRE (Demonstrativo do Resultado do Exercício), contas a pagar e a conciliação bancária e de cartão. Hoje são 2000 clientes e a meta é chegar a 2020 com mais de 5 mil, graças à incorporação de novos recursos e funcionalidades.

“O objetivo é evoluir para outros departamentos de gestão, como departamento pessoal, contábil e comercial. Queremos também trazer produtos financeiros para o pequeno varejista que, hoje, tem muita dificuldade para acessar uma linha de crédito. Com algumas ferramentas de financiamento, nós podemos facilitar o acesso a esse lojista”, explica Henrique Carbonell, sócio-fundador da Finanças 360º.

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