Sabemos que as startups fazem parte de uma fatia do mercado da qual tentativas e erros são esperados e até “desculpados”, com ideias inovadoras ainda sem referências ou exemplos para usar como modelo. Tá, essa frase estaria completamente certa se estivéssemos há quase 20 anos, quando o termo ainda estava sendo forjado no Vale do Silício e nem imaginado aqui no Brasil. Hoje temos centenas, senão milhares de Startups Brasileiras buscando seu lugar ao sol.

Nos dias atuais, apesar de ainda ser novo, ter pouca literatura ou metodologia oficial, já existem várias startups nas quais podemos nos orientar quanto ao modelo de negócios, desde cases de sucesso até os fracassos, esses sendo muitas vezes mais inspiradores do que as que faturam milhões. Veja aqui.

Vamos então aos 5 erros comuns ainda cometidos pelas startups brasileiras:

1. Seu Projeto de Fato é Uma Startup?

Temos aqui um erro conceitual comum. Se autointitular como Startup e de fato não ser.
Sendo mentora do Campus São Paulo – Space Google pude observar que boa parte das “startups” que estavam ali para receberem a mentoria nem ao menos se enquadravam no conceito adotado pelos especialistas e investidores.

“… há uma definição mais atual, que parece satisfazer a diversos especialistas e investidores: uma startup é um grupo de pessoas à procura de um modelo de negócios repetível e escalável, trabalhando em condições de extrema incerteza.”

Exame.com – Fev/2016

2. Uma Ideia Ainda Não é Um Negócio

Pode parecer óbvio, mas não é. No último ano tenho me dedicado bastante ao tema e todos os dias vejo grandes instituições focadas em empreendedorismo oferecendo palestras, workshops e cursos para orientar empreendedores neste sentido. Alguns para tirar a ideia do papel e outros para corrigir a rota e colocar novamente nos trilhos projetos promissores.

3. Custos e Ganhos Precisam Estar Claros e Calculados

Curiosamente é o passo mais difícil para os empreendedores: precificar os seus produtos e serviços. A ideia inovadora geralmente está focada na solução de algum problema enfrentado no cotidiano, mas fazer esta entrega ser remunerada ainda é um desafio enorme para muitas Startups Brasileiras.

4. Você Conhece o Seu Mercado de Atuação, Os Investidores Não

Ouvi isso em um evento e se tornou meu mantra. O envolvimento com a ideia, tecnologia e solução encontrada nos deixam “cegos” para a percepção do outro, também falta empatia ao apresentar o projeto para terceiros, imaginando que tudo esteja tão claro para ele como está para você.

5. MVP Precisa Responder às Questões Primordiais do Seu Projeto, do Contrário Será Apenas Custo

O objetivo do MVP (Produto Minimamente Viável, em português) é demonstrar o funcionamento da ideia inicial da forma mais simples possível. Implemente apenas as funcionalidades essenciais do projeto, excluindo toda a “perfumaria”, ou seja, o que for acabamento fica de fora do seu MVP. Isso para que se torne viável do ponto de vista financeiro no estágio inicial, quando normalmente ainda não se tem um investidor ou verba para tal investimento. Somente agora as Startups Brasileiras estão se atentando para esta metodologia.

Conclusão

Validar a ideia antes mesmo de se apegar a ela é a “dica das dicas”. Descreva o que pensou e apresente para algumas pessoas: para sua mãe, primo, gestor, amigo e aquele profissional que admira, colha as opiniões e volte a pensar na ideia e objeções levantadas. Se mesmo depois dessa sabatina a ideia lhe parecer forte, vá em frente!

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