O mercado de robótica tem crescido muito nos últimos anos. Só para se ter uma ideia, em 2014 o Boston Consulting Group, consultoria fundada em 1963 nos EUA e hoje com mais de 80 escritórios no mundo, incluindo Brasil, projetou que o mercado global atingiria US$ 67 bilhões até 2025. Três anos mais tarde, graças aos avanços na área, o BCG reviu a própria estimativa, aumentando a cifra para US$ 87 bilhões.

O setor de varejo é uma das grandes apostas da robótica. Mais que isso. O uso de uma categoria especial de autômatos – chamados robôs de serviços – já está começando a revolucionar o retail como hoje o conhecemos. Se antes o robô estava confinado a ambientes controlados de produção, agora ele vai muito além das tarefas repetitivas em fábricas, circulando e interagindo com consumidores em shoppings, lojas e outros pontos de venda.

“Robôs de serviço são uma realidade no exterior e é comum vê-los transitando como atendentes em shoppings e lojas mundo afora”, diz André Araújo, CEO da XRobô, uma das primeiras empresas brasileiras a atuar nesse mercado de perfil futurístico.

Robôs de serviço, simpáticos humanoides que imitam o corpo humano e realizam tarefas de atendimento e ajuda, têm a desenvoltura de caminhar livremente e conversar com as pessoas graças ao uso intensivo de Inteligência Artificial. Um dos melhores exemplos, e já presente no Brasil, é o Sanbot.

Sanbot NanoInteligente e pronto para aprender sobre praticamente qualquer tema para atender a humanos, ele é comercializado no País pela startup fundada por Araújo, que é também a primeira empresa local especializada no desenvolvimento de aplicações sob medida para robôs de serviço. “Aplicação”, nesse contexto, significa o ensino e aculturamento da IA sobre determinados assuntos, de forma que ela possa trabalhar com autonomia no segmento em questão.

Segundo o executivo, que soma mais de 20 anos de experiência no mercado de automação e robótica, a função principal de robôs de serviço no varejo é prestar informações e apresentar produtos, comentar e fazer comparações entre itens, dizer se há estoque disponível e até mesmo tirar pedidos – além de ser um show em si mesmo, já que é difícil resistir a ser atendido por um ser artificial.

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Esses espertos robôs ainda expressam emoções, fazem reconhecimento facial e dão informações sem erros sobre, por exemplo, em que seção da loja está o produto que o cliente procura. Em shoppings tradicionais e open malls, podem ainda orientar com extrema acuracidade onde estão as diferentes lojas do empreendimento e qual o melhor caminho para chegar até elas.

Já nas lojas, os autômatos recepcionam clientes e se locomovem por entre as pessoas, desviando de obstáculos, e podem ajudar até a clientes que não sabem exatamente que produto buscam.

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“Sem dúvida, os robôs de serviço realizam tarefas para facilitar as vendas, constituindo-se em importantes peças na engrenagem do varejo moderno”, informa André.

Sediada em São Paulo, a XRobô foi responsável pela estreia do primeiro robô de serviços na hotelaria brasileira, no final de 2018, com programação embarcada no humanoide para atuar como concierge em uma importante rede de hotéis na capital paulista.

Para saber mais sobre a XRobô e as aplicações de autômatos de serviço para o varejo e outros segmentos de mercado, acesse www.xrobo.com.br.

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