Parece surpreendente, mas apesar da música estar tão presente no nosso cotidiano, o mercado para o artista ainda é embrionário. É o que aponta a pesquisa realizada pela parceria BM&A e ECA/USP, realizada em 2015, a qual identificou um número expressivo em que 67% dos músicos fazem a gestão do próprio trabalho artístico.

Foi diante deste cenário que os empresários Pedro Valli e Lucas Prôa, visualizaram uma necessidade e criaram a Pac Music, a primeira incubadora musical do país. Segundo os sócios-fundadores, a indústria musical ainda é guiada pela intuição e pouco pela razão. “É preciso trazer um olhar empresarial para este universo aplicando metodologia e processos que transformem a carreira do artista em um negócio rentável. Isso significa viabilizar financeiramente, seja utilizando recursos próprios ou de terceiros, como de investidores”, afirma Valli.

Antes de oferecer possibilidades de investimento para os artistas que já estão competindo neste acirrado mercado, a Pac acredita que primeiro é necessário educá-los, indo além de áreas como marketing ou produção musical, mas também incluindo instruções jurídicas e contábeis, por exemplo. A startup oferece hoje duas modalidades para os incubados, o Programa de Gerenciamento de Carreiras e Programa de Inserção Mercadológica, que funcionam como um preparo para o artista e um filtro para os investidores parceiros da startup.

Programa de Inserção Mercadológica

O programa inclui 24 encontros que abordam diversas áreas de atuação dentro do mercado musical passando pelo branding artístico, posicionamento de mercado e plano de marketing. Ao final do processo, o profissional terá criado seu próprio plano de negócio e identificado recursos operacionais e financeiros para tornar seu projeto viável e interessante aos olhos de investidores. O caminho está em não trabalhar apenas conceitos do cenário musical, mas também pela a ótica empreendedora do mundo dos negócios.

“Iniciamos nossa primeira imersão no início de 2016 e percebemos que tínhamos uma dificuldade em escalonar os serviços”, afirma. Por isso, a Pac Music ajustou-se ao modelo de incubação e, a partir de então, cada etapa passou a ser feita com a participação de um facilitador, que oferece uma perspectiva aguçada sobre a matéria. Isso se deve ao fato de serem profissionais especializados nas diferentes áreas que contribuem para a educação do artista.

Para Prôa, é desta forma que ajudam ao incubados a pensarem diferente, “apresentando novas formas de receita, que vão além do mercado ao vivo”. Com isso, os empresários pretendem transformar o mercado da música em um ecossistema propício para investidores, beneficiando artistas, produtoras, profissionais liberais, investidores e fornecedores do setor.

A startup também acredita que as iniciativas que promovem o diálogo com este público são uma grande forma de atrair talentos e consolidar o mercado de music business no país. Para isso, é aberto um edital duas vezes ao ano, para que artistas participem do “Mentoring Day”. Além disso, a Pac Music realizou no último mês o primeiro “Music Content Week”, em parceria com a pós-graduação de Negócios da Música, da Universidade Anhembi Morumbi, que tem como objetivo reunir os empreendedores do setor musical, músicos profissionais e alunos da indústria criativa para discutir as tendências e o futuro da música no Brasil”, finaliza o empresário.

Sobre a Pac

Localizada em São Paulo, a Pac Music é a primeira incubadora musical do Brasil. Atualmente, possui artistas incubados de diferentes segmentos da música com a mesma identidade empreendedora. Além dos artistas, a empresa tem hoje parcerias com aceleradoras e alguns dos principais investidores do setor da música.

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