A Geniodesk, e-commerce de mesas ergonômicas, registrou crescimento de 48% nas vendas durante os primeiros cinco meses do ano, em comparação com o ano passado inteiro. O incremento se deve à intensa procura por mobiliário ergonômico em função do home office. “A pandemia pegou as pessoas de surpresa: muitos não tinham a estrutura ideal para trabalhar de casa e, por isso, passaram a enfrentar problemas sérios relacionados a dores nas costas”, explica Fernando Ziemer, sócio-fundador da companhia.

Mais do que um incômodo, a dorsalgia – nome técnico dado a este tipo de dor – lidera a lista de enfermidades que mais afastaram os brasileiros do trabalho nos últimos dez anos, segundo a Secretaria da Previdência Social. Só em 2017, 83,8 mil pessoas solicitaram auxílios-doença ao INSS por causa dela.

Os números sempre foram expressivos, porém o cenário se agravou frente à pandemia.

“Quem trabalha em casa nem sempre fica na melhor posição em termos de saúde corporal. Muitos clientes relatam que vem trabalhando do sofá, poltrona e até mesmo da mesa da cozinha, até que as dores começam a se intensificar”, conta Ziemer.

Ele revela que, entre as profissões que mais compram, estão analistas financeiros, programadores, video makers, influenciadores digitais, advogados e outras profissões que precisam ficar muitas horas em frente ao computador. Cerca de 98% do público é masculino. “Uma parte da clientela busca nossos produtos por orientação médica”, afirma.

Para Ziemer, a indicação se deve ao fato de que a Geniodesk é uma mesa com altura regulável do tipo standing desk, desenvolvida para que o trabalho em pé seja natural no dia a dia. Conforme ele explica, a variação de posturas reduz os efeitos nocivos do sedentarismo e facilita a movimentação, fator chave para melhora da circulação, foco e níveis de energia.

“Não é possível ser produtivo quando sentimos dor”, diz o fundador da Geniodesk. Além da mesa com regulagem de altura, há outras dicas importantes para manter a postura correta. Por exemplo, elevar o monitor na altura dos olhos com um suporte próprio. Outra dica é ajustar o teclado (se necessário, usar um device) para que o ângulo do cotovelo fique próximo dos 90 graus. Assim, conta-se com o apoio do antebraço para manter os pulsos em uma posição neutra.

Com equipamentos ergonômicos e postura corrigida, é possível evitar microtraumas. “As pequenas tensões que colocamos em juntas e músculos podem ser invisíveis agora, mas certamente elas voltarão mais tarde como doenças no longo prazo, como estiramentos, inflamações nos tendões, síndrome do túnel do carpo, hérnia de disco, entre outras”, diz Ziemer, complementando que, para o próximo semestre, a ideia é começar a oferecer cadeiras ergonômicas.

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