Conta de luz, IPTU, IPVA, água, aluguel, escola do filho, pensão alimentícia, entre outras. São diversas as despesas de uma família brasileira, e o endividamento é uma realidade: a média anual de famílias endividadas alcançou 60,8%, segundo apurou estudo recente da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

A média anual de famílias endividadas alcançou 60,8%.

É normal se enrolar uma vez ou outra ao longo do ano, quando ocorre algum imprevisto que desregula os gastos ou falta um dinheirinho. Para ajudar nesses momentos e evitar que se tenha o nome sujo, nasceu a Deixaqueeupago (www.deixaqueeupago.com.br), fintech que quita qualquer tipo de conta e parcela o valor para o consumidor.

Não há restrições. “Dizemos que tendo código de barras, nós pagamos”, declara com bom humor o CEO, Rafael Machado.

Ele ressalta que o DeixaQueEuPago não faz empréstimos:

“Nosso objetivo é ser um facilitador para quem quer ter uma folga nos gastos do mês ou está inadimplente, oferecendo a chance de dividir contas que geralmente devem ser pagas à vista. Além disso, nosso processo é todo online – muito mais simples do que ir até o banco negociar financiamentos”.

O funcionamento é simples. Após cadastro no site, envia-se o documento em formato digital; em até 24h, a equipe retorna com uma proposta e, se aceito pelo cliente, a conta é quitada e ele parcela em até 12 vezes, com até três cartões diferentes. O limite de valor que pode ser quitado pela fintech é de R$ 2 mil por conta e há uma cobrança de juros mensais de 2,99% a 5,99%.

CredMiner

Foco na classe C

Democratizar o acesso sempre esteve no DNA de Machado e seus familiares. Seu pai vendia calçados em parcelas no carnê, negócio de família que se transformou em uma rede da qual ele é sócio. A DeixaQueEuPago é mais um reflexo dessa missão. “Imprevistos acontecem. Às vezes aquele dinheiro que foi separado para pagar a escola do filho acaba sendo usado para bancar remédios no caso de uma doença, por exemplo. Ninguém é inadimplente por opção. E há épocas, como o começo do ano, em que várias contas acumulam, enquanto o ideal seria que pudessem ser parceladas”, explica o empresário, que também é sócio de uma rede de clínicas populares.

A meta para este ano é atender todos os estados brasileiros, mas Machado diz que procura estimular os clientes a não se acostumarem com ajudas financeiras. “Resolvemos um problema temporário e os presenteamos com e-books de educação financeira. Queremos incentivar as pessoas a aprenderem como gerir suas finanças e não acumularem dívidas”, declara.

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