De acordo com relatório emitido pela Global FinTech Hubs Federation – entidade internacional que reúne associações de apoio a startups – e produzido pela consultoria Deloitte, durante 2016, os investimentos em fintechs nacionais atingiram US$ 161 milhões. Isto coloca o Brasil na oitava colocação mundial, à frente do Japão (US$ 87 mi) e da Austrália (US$ 91 mi) e muito perto de Israel (US$ 173 mi), país que registra grande concentração de startups bem-sucedidas.

A China ainda ocupa a primeira colocação, com US$ 7,7 bilhões de investimentos; seguida pelos Estados Unidos (US$ 6,2 bilhões) e Reino Unido (US$ 783 milhões). Este é o segundo ano em que a Global FinTech Hubs Federation realiza esse estudo. Para esta última edição, a entidade analisou 44 polos de desenvolvimento para fintechs e se debruçou em seus pontos fortes e fracos, assim como no estágio mercadológico de cada um deles.

São Paulo se destaca

Esta foi a primeira vez em que a cidade de São Paulo foi incluída na análise. Isto ocorreu porque a Associação Brasileira de Startups passou a integrar a federação internacional, que considerou como boas a cultura de inovação e a proximidade com clientes e talentos que as empresas de São Paulo possuem.

A Paynet espelha bem essa avaliação. Criada em 2017 por Vanderlei Silva (foto), tornou-se a primeira empresa no mundo especializada em capturar transações eletrônicas para expense management.

Horizonte sem nuvens

O cenário vislumbrado por Silva é positivo. Ele conta que investiu R$ 12 mi, projeta faturamento de R$ 4 mi neste primeiro ano, já opera no azul e que a Paynet dobrará de tamanho até dezembro. Isto é decorrência direta de implantações em curso e de uma ação comercial de grande escala, a ser deflagrada a partir do próximo mês de julho, cujos detalhes são mantidos em segredo por estratégia comercial.

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A base para essa criação está em outra empresa fundada por Silva há alguns anos: a Foco Group. Segundo o empresário, ela proporcionou expertise no processamento e autorização de transações para gestão de despesas. “Agora, com a Paynet, reunimos condições para ir além e proporcionar aos emissores uma gama de serviços inéditos. Isso permite ampliar a força de suas plataformas e produtos destinados à gestão e controle, com altos níveis de inovação e flexibilidade”, resume.

Captura identifica detalhes e reduz despesas

A Paynet é a única empresa de captura capaz de identificar dados minuciosos – como qual foi, exatamente, o combustível pago com determinado cartão e usado para abastecer um veículo. “O retorno ao nosso cliente se dá em forma de redução de gastos e otimização das operações de integração tecnológica”, garante.

Vanderlei conta que ainda oferecerá, além das soluções TEF, doze mil estabelecimentos habilitados tecnicamente com equipamentos POS, para captura de transações focadas em gestão de frotas. Com essa abrangência, a Paynet alcançará um importante patamar. “Somos os detentores da mais completa e inovadora tecnologia e, ainda, seremos a empresa com maior cobertura no país”, afirma.

Internacionalização

A internacionalização da Paynet já começou. Seguindo um grande projeto de expansão global esboçado por Silva, uma parceria foi oficializada em junho, abordando a captura de transações com uma corporação na Colômbia. “Trata-se de um mercado com excelente potencial e, praticamente, inexplorado nesta área”, conta.

Inclusão e acesso

A Paynet atende às grandes empresas, mas seu modelo de negócio – sem nenhuma exclusividade – também proporciona acesso rápido e com custos atraentes para emissoras de cartão de pequeno e médio porte. Assim, podem-se resolver questões relacionadas à migração de cartões para operação com chip e sistemas autorizadores.

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Disrupturas

Vanderlei Silva conta que a Paynet nasceu com um propósito claro: ir muito além da utilização de tecnologias de ponta. “Avançamos muito em direção às evoluções disruptivas. Por meio destas vamos aproximar, cada vez mais, estabelecimentos e portadores de cartão dos emissores, facilitando a geração de novos negócios. Por consequência também ampliamos a preferência pela utilização dos nossos meios de captura.”

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