Em 2017, o Programa FAPESP Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (PIPE), completou 20 anos de existência com 1.100 empresas comtempladas e um investimento que alcançou cerca de R$ 360 milhões. Entre os projetos aprovados, mais de 250 foram de startups encaminhadas pelo Cietec, entidade Gestora da Incubadora de Empresas de Base Tecnológica de São Paulo USP/IPEN.

Para Sérgio Risola, diretor-executivo do Cietec, o programa da Fapesp é fundamental para elevar o nível de inovação do País, “A entidade não foca apenas na qualidade das pesquisas e sua relevância social, mas também no sucesso mercadológico que elas poderão alcançar. E, foi graças a esse programa que os pesquisadores / empreendedores do nosso Estado de S Paulo, tiveram a oportunidade de serem valorizados com reflexos nos negócios nacionais e internacionais. Iniciativa como essa muda o patamar de competitividade da empresa inovadora ou startup como chamamos”, comenta Risola.

Ressalta ainda a relação entre o Cietec e o programa da FAPESP:

“A história do PIPE e a do Cietec se misturam de forma ampla, além da data de fundação (o Cietec foi inaugurado um ano depois do programa), pois os dois se tornaram uma ferramenta de inovação importante para muitos setores, uma vez que contribuem para o desenvolvimento e a competitividade empresarial com ênfase nas micro e pequenas empresas”, completa o diretor.

Processo de seleção do PIPE-FAPESP

Tendo em conta que o programa de fomento à inovação surgiu para oferecer recursos financeiros para projetos que sejam relevantes para a sociedade, o seu processo de seleção é visto como rigoroso.

Para receber o aporte, a empresa precisa ter uma boa apresentação, uma excelente justificativa para a pesquisa, além de atender os quesitos exigidos no edital. “Trata-se de um processo criterioso. Por isso, as empresas incubadas no Cietec recebem todo o apoio e orientação para elaboração da proposta”, explica Isac Wajc, consultor de fomento do Cietec.

Cases de sucesso

Entre as inovações geradas pelo Programa, está a da Brasil Ozônio, empresa especialista em soluções tecnológicas a partir do ozônio para melhorar a qualidade da agricultura. A empresa recebeu aportes do PIPE 2 e do PIPE 3 com o projeto Autoclave Ozônio focado na construção de um equipamento esterilizante à base de ozônio.

“O PIPE foi de suma importância na evolução tecnológica da empresa possibilitando uma grande melhora nos nossos equipamentos. Foi por conta do aporte que conseguimos aumentar nossa atuação no mercado”, comenta Samy Menasce, CEO da Brasil Ozônio.

Hoje, a empresa está expandindo para fora do território nacional. “Nossa conquista foi graças ao apoio do Cietec, pois o processo de inscrição no PIPE é bem trabalhoso”, complementa Menasce.

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A Nexxto, especializada em soluções corporativas para Internet das Coisas, foi agraciada com o PIPE 1 na construção do projeto “dispositivo de leitura RFID (Identificação por radiofrequência) integrado”. O mesmo projeto recebeu o PIPE 2 para a construção do protótipo.

“Quando ingressamos no Cietec não conhecíamos as linhas de fomento existentes. Então, com a ajuda dos profissionais da incubadora conseguimos o aporte que nos fez tirar o projeto do papel. Hoje tenho orgulho de dizer que o PIPE foi transformador para a empresa e que sem a FAPESP e a ajuda do Cietec não estaríamos onde estamos hoje, com clientes internacionais e caminhando com nossas próprias pernas”, comenta Antonio Rossini, CEO da Nexxto.

Especializada na fabricação e operação de sistemas aéreos não tripulados (VANTs) para aplicações na engenharia, agronomia, topografia e defesa, a XMobots recebeu o PIPE 1 e o PIPE 2 para o seu projeto de criação de um sistema aviônico certificável para os VANTS na aplicação civil. Depois recebeu mais um PIPE 1 para a sua estação de controle com padrão militar para os VANTS.

“O Cietec nos ajudou com as consultorias e com a inscrição no processo que é bem trabalhoso. Como a XMobots foi fundada por estudantes, não houve um investimento privado por parte dos sócios, por isso o PIPE foi fundamental para o desenvolvimento da empresa”, lembra Thatiana Miloso, Diretora Comercial da XMoboots.

Com um conceito um pouco diferente das demais, a VR Monkey, especialista em jogos eletrônicos e aplicações de realidade virtual, já recebeu aporte do PIPE 1 para desenvolver o 7VRWonders – 7 Maravilhas do Mundo Antigo em Realidade Virtual, depois com o PIPE 2 criaram o resumo do projeto do Dinos do Brasil e agora está participando do PIPE 3 com o Laboratório do Futuro.

“Usei bastante a consultoria do Cietec, pois temos muita dificuldade em alinhar as propostas com a FAPESP, devido ao fato de criarmos conteúdos virtuais. O PIPE nos deu segurança para começarmos a criar nossos próprios produtos ao invés de focar em apenas em serviços para terceiros. Hoje temos produtos já lançados e comercializados, uma exposição fixa, uma linha de montagem para geração de produtos e um futuro promissor”, lembra, Pedro Matsumura Kayatt, CEO da VRMonkey.

A Innovatech, empresa especialista em corte a laser, técnica fundamental na fabricação de dispositivos metálicos utilizados na medicina sendo o mais importante deles o stent coronário usado na desobstrução de artérias do coração. A empresa, desde 2006, inscreveu 1 projeto PIPE.

“O PIPE foi fundamental na aquisição de equipamentos sofisticados de última geração e foi de total importância para dar continuidade às ideias e executá-las com sucesso. O stent coronário metálico produzido no Brasil foi graças a este projeto e hoje temos mais de 50 mil pacientes atendidos com este dispositivo no país. Spero Penha Morato, CEO da Innovatech.

Sobre o PIPE

O PIPE dá suporte a empreendedores que querem transformar conhecimento em novos produtos ou serviços e, com frequência, fomenta a inovação em uma etapa crucial e de alto risco, que é o seu nascimento. A cada três meses, um novo ciclo é lançado pela FAPESP, sendo o PIPE 1 para a sua viabilidade, o PIPE 2 para o desenvolvimento da proposta e o PIPE 3 com o desenvolvimento comercial e industrial.

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Sobre o Cietec

O Cietec – Centro de Inovação, Empreendedorismo e Tecnologia, fundado em abril de 1998, tem como missão incentivar o empreendedorismo e a inovação tecnológica por meio da criação, fortalecimento e a consolidação de empresas de base tecnológica. O Cietec apoia a transformação de conhecimento em produtos e serviços para o mercado, a inserção no ecossistema de inovação, a capacitação técnica e de comercialização, contribuindo para o aumento da competitividade no Brasil.

O Cietec é a entidade gestora da Incubadora de Empresas de Base Tecnológica USP/IPEN, onde são conduzidos processos de incubação de empresas inovadoras, em diferentes níveis de maturidade. Nesses processos, são oferecidos serviços de apoio para demandas nas áreas de gestão tecnológica, empresarial e mercadológica, aproximação com o investimento-anjo, capital semente e venture capital, recursos de fomento público, além de infraestrutura física para a instalação e operação dessas empresas.

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