Você está vencendo as máquinas no seu mercado? Gentileza, Flexibilidade e Toque Humano contam alguma coisa contra atendimento robótico?

Infelizmente o ser humano parece que está perdendo essa guerra de longe.

1. No supermercado você interage com a moça do caixa que de humana não tem nada. Inclusive se você brincar com ela é capaz de tomar porrada.

2. No McDonalds você interage com uma atendente que de autêntica não tem nada. A lavagem cerebral já foi feita há tempos.

3. No cinema você interage com uma atendente que trabalha por trás de um vidro a prova de balas. Caramba, quem vai assaltar o Cinemark dentro do Shopping?

4. No comércio eletrônico, piada, nem se fala.

5. No pizzaria você interage com um garçom com handheld na mão que de pizzaiolo não tem nada.

Tá difícil.

De tanto usar as máquinas o ser humano já virou robô.

A Paulina Lasa é uma exceção a regra. Infelizmente.

E você? Se considera uma exceção a essa regra?

Um estudo publicado recentemente nos EUA pela Archives of General Psychiatry concluiu que o número de antidepressivos usados nos EUA quase que dobrou nos últimos 10 anos. 27 milhões de americanos compraram antidepressivos com receita médica em 2009. Dez anos atrás eram 13.3 milhões de pessoas com sintomas de depressão. Nesse mesmo período a indústria farmacêutica aumentou os investimentos em propaganda de 32 milhões para 122 milhões de dólares. Mas esse não é o motivo principal porque pessoas consomem antidepressivos.

A causa talvez seja a depressão econômica, a competitividade dos mercados, os compostos químicos jogados no ar que respiramos, a comida poluída que comemos. Ou, talvez, o problema principal seja simplesmente a distância entre as pessoas. A distância física e psicológica que cada vez mais está aumentando entre nós.

Talvez, daqui alguns anos, quando os meios de comunicação se tornarem parte do que somos, teremos uma incrível dificuldade de tocar uns nos outros.

E talvez, se perdermos o hábito de tocar nas pessoas de vez em quando, vamos perder tudo que conhecemos sobre ser “Ser Humano”.

Alguns anos atrás estava eu sentado em uma poltrona da British Airways quando acordei de repente com a aeromoça servindo as guloseimas no vôo. Ela havia há pouco passado por mim, e estava terminando de servir a turma da poltrona de trás.

Quando eu percebi que a aeromoça da British havia terminado o serviço, eu toquei o ombro da mulher enquanto dizia , “Excuse me please”, ela olhou para trás, e depois de alguns segundos, se agachou e disse bem baixinho olho-no-olho, “Do Never Ever Touch Again!”.

Eu pensei na hora, “Ok, your fat ugly poor girl”, mas não disse nada.

Ela levantou e se mandou. Fiquei sem refeição nem nada. British Airways? Nunca mais, ou quando voar, vou fazer questão de tocar no ombro de todas as british fat ugly grils que encontrar pela frente.

SmartBusinessPlan

  • Mercy

    A questão do toque em tripulantes de determinadas companhias aéreas é cultural. O exemplo é bom se aplicado ao Brasil, mas a interpretação do toque, aqui, não é a mesma lá e em vários outros lugares.