Há sempre mais para ser explorado! Esse talvez seja o pensamento que deveríamos ter ao menos uma vez por dia, para colocar sempre em pauta a necessidade de olharmos por cima do muro do cotidiano e encontrar possibilidades em que antes acreditávamos existir apenas o trivial.

Vamos a um exemplo prático?

Imagine que está escrevendo uma carta sobre a sua vida para um amigo que não vê há muito tempo. Logo num primeiro momento, não lhe vêm à cabeça apenas as coisas que já são conhecidas, ou seja, o que já realizou e faz no presente?

Dificilmente, a primeira ideia a apresentar nessa carta será o seu planejamento para o futuro e as descobertas que tem feito ao longo dos dias. Por uma característica de “sedentarismo mental”, buscamos sempre o estado de equilíbrio baseado nos fatos e nas situações que já nos são familiares e confortáveis, ainda que dentro desse cenário existam situações desagradáveis.

Refletindo sobre essa questão, é imprescindível que a gente possa se maravilhar com as novidades da vida constantemente. Deixe de lado, ainda que por alguns instantes no dia, todas as certezas e busque as perguntas em vez de respostas. Lembre-se que na história da humanidade tivemos a queda de grandes verdades, entre as quais o pensamento de que a Terra era plana.

Deixe de lado, ainda que por alguns instantes no dia, todas as certezas e busque as perguntas em vez de respostas.

Bem, se a curiosidade – e o empenho em saná-la – nos fez evoluir nesse caso, por que não utilizá-la a nosso favor também nas demandas de nossas existências? Felizmente, não temos a capacidade de aprender algo a ponto de dominá-lo, o que exige uma renovação periódica do que acreditamos conhecer.

Contudo, quando deixamos de investir energia e tempo na tarefa de redescobrir, corremos o risco de cair no mar do “conhecimento ignorante”. Essa é a situação vivenciada pelos profissionais que viajam o mundo todo a trabalho sem se darem a oportunidade de explorar de forma concreta as regiões por onde passam. Após algum tempo, eles até poderão ter muitas histórias interessantes para contar sobre suas idas e vindas, mas poucas terão realmente algo de original, pois é bem provável que não saibam falar sobre a experiência da culinária local ou de como o povo se comporta.

Quantas vezes na semana você faz uma parada para pensar como estão se relacionando os fatos ligados a diferentes dimensões da sua vida? Por exemplo, a sua última promoção no trabalho se deu em um momento positivo no âmbito familiar? Além disso, como seu comportamento com amigos e pessoas queridas é modificado quando algo não está bem no escritório?

Aprenda a Aprender
Imagem: Shutterstock.

Essas questões podem parecer simples, mas escondem algo importante: a existência do plano macro, ou seja, de uma forma de visualizar o mundo que está diretamente relacionada à sua totalidade e às conexões que se fazem presentes por trás dos fatos.

Como sempre, é necessário um bom planejamento, e essa visão macro lhe auxilia nesse processo. Estabeleça seus objetivos e pontue as metas sem deixar de lado os efeitos que elas terão no plano geral. Para isso, uma boa dica é ouvir a sua intuição. O que muitos chamam de “aquela voz que fala comigo mesmo” pode ser, quando estimulada da forma correta, uma potente ferramenta para as tomadas de decisão. Em outras palavras, devemos confiar em nossa intuição, deixando que ela nos guie e, à medida que essa relação se tornar mais contínua, os insights serão mais precisos e constantes.

Quando ouve a sua própria voz, você vê o que mais ninguém pode ver. Se o caminho para o sucesso pudesse ser escrito de forma simples, encontraríamos a sua síntese ao dizer que ele chega para os que enxergam o que ninguém viu, ainda que olhando para um mesmo referencial. Inovações tecnológicas, novas formas de comportamento e tendências no mercado surgem dessa forma.

Quando ouve a sua própria voz, você vê o que mais ninguém pode ver. Click To Tweet

É fácil comprovar essa situação. Há poucos anos, ninguém precisava de um telefone celular para dar conta de sua existência. Atualmente, ninguém mais sai de casa sem seu aparelho pessoal, nem mesmo para ir até a padaria. Para os que estão pensando “ok, isso já não é mais uma novidade”, fica o convite: qual será o próximo meio de comunicação da humanidade? Vislumbre essa resposta e você pode ser a mais nova personalidade do mundo.

Aprenda a aprender!

“Viver e não ter a vergonha de ser feliz. Cantar e cantar e cantar a beleza de ser um eterno aprendiz”.

Eternizada na voz de tantos talentos da nossa música, a canção de Gonzaguinha é o resumo do que há por trás de pessoas que unem sonho e vontade de fazer a diferença. Por isso, deixo aqui um pedido: crie um ambiente bem aconchegante em sua casa para realizar o café da manhã do aprendizado, deixe essa canção de fundo e escreva tudo o que você deve reaprender, abordando tópicos complexos ou simples, como “aproveitar o amanhecer em um dia de folga”. O importante é que você se reconecte com o espírito da boa desconfiança e aprenda o novo, mesmo que ele já seja muito conhecido pelo hábito.

Há sempre algo de novo para conhecer e enxergar! Fazer diferente para fazer a diferença!

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