No decorrer da vida, investimos tempo à procura de oportunidades para desenvolver nosso potencial e alcançar a realização profissional. Às vezes, as nossas expectativas são atendidas e conseguimos chegar onde queremos. Outras vezes, nos deparamos com adversidades que colocam a nossa capacidade de lidar com a desilusão à prova.

A frustração na carreira é um estado emocional que ocorre nas situações em que algo nos impede de alcançar um objetivo. E quanto mais importante for essa meta, maior poderá ser a frustração. O primeiro passo para lidar com esse desafio é entender em que tipo de profissional você se enquadra. Para isso, contaremos com a ajuda das pesquisas desenvolvidas por Paul Stoltz, sobre Quociente de Adversidade, que diferencia os profissionais em três tipos: o Desistente, o Campinista e o Alpinista.

O Desistente

É aquele que desmoronou ao peso dos desafios na sua jornada profissional e não conseguiu lidar com a adversidade momentânea. Normalmente, este indivíduo se sente injustiçado e no seu discurso costuma dar desculpas, além de se colocar na posição de vítima. O fato é que há muito tempo desistiu de alcançar o topo de sua montanha, ou seja, realizar os seus mais altos objetivos. Quando a frustração aparece, entra em pânico, paralisa e se conforma, tornando-se assim uma pessoa frustrada.

O Campista

Aquele que perdeu a motivação diante das adversidades; ficou estático em sua zona de conforto, deixou de se diferenciar no mercado e faz o suficiente sem se esforçar. Este profissional se sente satisfeito com o salário que recebe no final do mês, cumpre o seu horário regularmente e, quando perguntam se quer assumir um novo desafio, sempre dá uma desculpa, pois tem muito medo da frustração. Em algum momento na sua carreira se cansou de escalar a montanha e achou um lugar para acampar que lhe desse segurança e estabilidade. Porém, esse local está sujeito a maus tempos e avalanches. Dependendo do tempo que está acampado, a capacidade de escalar ? e lidar com a frustração ? fica esquecida, causando grande transtorno a si mesmo e à empresa em que trabalha.

O Alpinista

Já este é um profissional completamente motivado, que busca desafios constantemente; não se conforma com a mediocridade, aprende e se desenvolve com a frustração, ultrapassa as adversidades, se atualiza de acordo com as exigências do mercado e busca novas alternativas para alcançar seus objetivos. Sendo assim, lidar bem com os seus medos, com crenças irracionais e, principalmente, com as frustrações, é a chave para manter o foco sem perder as metas de vista.

Agora que você já analisou sua atual situação, sugiro responder as perguntas: o que eu verdadeiramente quero para a minha carreira? Quais serão os meus objetivos a partir de hoje? O que me impede de alcançá-los? Qual o próximo passo?

É importante que todas as pessoas que almejam ter uma carreira única e surpreendente compreendam que passarão por inúmeras frustrações. Afinal de contas, nem sempre o resultado alcançado é o esperado. Por exemplo, em vendas, normalmente, são necessários de 07 a 10 contatos para conseguir uma reunião com uma grande conta, mas a grande maioria dos vendedores desiste após 3 contatos.

Lidar com a frustração é a capacidade de aprender constantemente. Portanto, todas as vezes em que a sensação de frustração aparecer você pode responder as perguntas: o que eu posso aprender com isso? Essa é uma oportunidade para eu desenvolver o quê? O que eu posso fazer para atuar como um alpinista?

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Carlos Cruz
Carlos Cruz é fundador e diretor do Instituto Brasileiro de Vendas (IBVendas), primeira instituição no país a dedicar-se à formação de profissionais de vendas e que preenche a lacuna deixada pela inexistência de universidades destinadas exclusivamente à carreira de vendedor. O especialista possui formação específica em Gestão de Planejamento Financeiro, Administração de Empresas, MBA em Gestão Empresarial pela FIA, formação em Dinâmica dos Grupos pela SBDG (Sociedade Brasileira de Dinâmica dos Grupos), certificação internacional em Coaching pelo ICI - Integrated Coach Institute e pela Lambent do Brasil, sendo membro da International Coaching Community. É Master Practitioner em Programação Neurolinguística e estudou a Hipnose aplicada na Comunicação Corporativa com Sttephen Paul Adler do Instituto Milton Erickson de New York. Participou do Executive Development Programs com foco em Liderança e Mudança na Business School São Paulo for International Management e do Grupo Dirigido de Psicodinâmica Aplicada a Negócios.