O autoconhecimento é a chave para o sucesso. Quanto mais você conhecer a si mesmo, mais você conseguirá conhecer as pessoas ao seu redor.

Para crescer profissionalmente é preciso iluminar a organização e a equipe de trabalho para encarar de frente as verdades. Sei que às vezes parece não valer a pena enxergar um problema para não se sentir desconfortável. E sei também, que há momentos em que o autoconhecimento gera um desconforto. Porém, esse desconforto é necessário para gerar uma mudança.

Existem indivíduos que não atingem os resultados idealizados porque se esquecem de encarar a realidade.

Lembro-me do Sr. Rodrigo, um homem muito simpático e aparentemente muito realizado profissionalmente que vendia Dvd`s com um entusiasmo fora do comum. Suas habilidades como vendedor me chamaram a atenção e após uma longa conversa acabamos nos tornando amigos. Passados alguns meses, encontrei-o novamente e, papo vai, papo vem, descobri que por trás daquela alegria havia uma insatisfação pela carreira e pela sua situação financeira atual.

Diante disso, perguntei “Como você tem usado o seu talento para conseguir o dinheiro necessário para sanar as suas dívidas?”

Ele deu muitas justificativas, entre elas, disse que o seu emprego não lhe dava perspectivas de crescimento e que a situação era complicada. Depois de muitas justificativas, perguntei “Quanto você precisa para sanar as suas dívidas?” Ele demorou a responder e percebi que nem ele sabia o montante necessário.

Resumindo o fato, ele desistiu de encarar a realidade. Ficava apenas vivendo com base no idealizado e nada acontecia. Após algum tempo, tive notícias de que ele encarou a realidade e entrou em ação.

Quantas pessoas que você conhece se encontram nessa situação, reclamando da situação atual sem se esforçarem para ter consciência do que realmente está acontecendo? Não me interessa como é a sua insatisfação, nem o seu desafio. O que interessa é o que você tem aprendido com isso e como você tem enxergado a sua realidade.

Siddartha Gautama, o homem que se tornou o Buda, morreu aos 80 anos e quando se achava em seu leito de morte, um dos últimos conselhos que deu a seus discípulos foi:

“Sejam lâmpadas para si mesmos”.

Encontrar a saída para as insatisfações e para os desafios é como abrir o porão de uma casa bem antiga e começar a limpar as antigüidades, é encontrar um recurso que já serviu algum dia na sua vida. Como por exemplo, a vontade de dar o primeiro passo. Mesmo caindo, você teve a coragem de tentar novamente e recomeçar. Às vezes é preciso recomeçar.

É fundamental iluminar a sua realidade hoje, seja ela satisfatória ou insatisfatória. Mesmo que tudo esteja bem, não se esqueça de manter a atenção para permanecer nesse ritmo.

Siddartha Gautama, filho do rei Suddhodana e da rainha Maya, nasceu e cresceu confinado no palácio imperial, em meio ao luxo, ao poder e aos prazeres sexuais, sem conhecer a miséria e o sofrimento daqueles que viviam além dos portões do palácio. Mas o jovem príncipe era perspicaz, e ouvia os comentários que se faziam sobre a dura vida fora dos portões de sua morada e resolveu descobrir por que as referências ao mundo de fora pareciam ser, às vezes, carregadas de tristeza.

Ao atravessar a cidade, Siddartha se detém diante da realidade da velhice, da doença e da morte. Chocado e em profunda crise existencial, abandona tudo e inicia sua jornada à procura de uma solução para o sofrimento humano. Depois de seis anos de busca infrutífera, acompanhando mestres e professores das mais diferentes crenças e disciplinas, ele compreendeu que nunca encontraria o que estava procurando nos regimes espirituais de nenhum guru. Ele tinha de olhar para dentro de si mesmo. Assim, sentou-se sob a proteção de uma figueira, em um local hoje conhecido como Buda Gaya, e decidiu não se mover dali até ver a luz. Foi ali que Siddartha Gautama se tornou o Buda, “o iluminado”, termo derivado da palavra páli budh, que significa “estar desperto”.

Sob aquela árvore, Buda despertou para a compreensão de que a única fonte constante de iluminação é a luz interior. Quem busca o sucesso profissional precisa descobrir o caminho por si só. O primeiro passo para esse caminho é a compreensão de que o que nos mantém na escuridão ou nos ilumina está em nossa mente.

“Somos o que pensamos”.

Comece a pensar verdadeiramente na sua realidade hoje. Não escape, encare-a de verdade. Você será grato a isso. Se você não enxergar a sua realidade, dificilmente crescerá na vida. Entretanto, é importante você pensar o que idealiza para o futuro e assim, manter a cabeça nas nuvens com os pés no chão, tocando a realidade.

O pior inimigo do ser humano não pode prejudicá-lo tanto quanto a própria forma de pensar e enxergar a realidade. A mente é como uma nascente que não para de jorrar água. Por isso, direcione seus pensamentos para encarar a realidade. Logo em seguida, direcione os seus pensamentos para o que você idealiza. Depois, direcione os seus pensamentos para trabalhar na estratégia de levar você da sua realidade de hoje para aonde deseja chegar. E por fim, entre em ação!

Lembre-se: Buda compreendeu que os pensamentos criam a sua própria realidade e por isso são tão poderosos e tão perigosos.

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Carlos Cruz
Carlos Cruz é fundador e diretor do Instituto Brasileiro de Vendas (IBVendas), primeira instituição no país a dedicar-se à formação de profissionais de vendas e que preenche a lacuna deixada pela inexistência de universidades destinadas exclusivamente à carreira de vendedor. O especialista possui formação específica em Gestão de Planejamento Financeiro, Administração de Empresas, MBA em Gestão Empresarial pela FIA, formação em Dinâmica dos Grupos pela SBDG (Sociedade Brasileira de Dinâmica dos Grupos), certificação internacional em Coaching pelo ICI - Integrated Coach Institute e pela Lambent do Brasil, sendo membro da International Coaching Community. É Master Practitioner em Programação Neurolinguística e estudou a Hipnose aplicada na Comunicação Corporativa com Sttephen Paul Adler do Instituto Milton Erickson de New York. Participou do Executive Development Programs com foco em Liderança e Mudança na Business School São Paulo for International Management e do Grupo Dirigido de Psicodinâmica Aplicada a Negócios.
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