De uns anos para cá, tenho visto um considerável aumento de contratações de pessoas no mundo das startups, porém também percebo que há empreendedores pouco preocupados em montar um processo que aumente a assertividade na busca por talentos.

No início da jornada de uma empresa é ainda mais importante encontrar pessoas que tenham alto potencial de adaptabilidade, skills multidisciplinares e que passem confiança para o restante do time.

Por experiência própria liderando startups e conversando com outros CEOs e líderes de empresas em crescimento, cheguei à conclusão de que o ideal é ter um processo dividido em três etapas igualmente importantes, que quero dividir com “startupeiros” que estão no começo de sua jornada e mesmo com quem está começando a empreender.

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A primeira delas é a entrevista técnica. Aqui o fundamental é identificar se o perfil do candidato vai ao encontro do que se espera para a vaga e se ele tem a senioridade desejada para ela. Neste momento do processo de seleção, o mais importante para a startup deve ser recrutar pessoas que tenham “fit técnico” com a vaga.

Seguindo o processo, vem a prova técnica. Dependendo da área de atuação, pode ser interessante realizar um teste prático com diversas perguntas com o objetivo de o recrutador entender mais sobre o candidato. Além dos skills técnicos, é necessário extrair do candidato o seu “Brain Power”, ou seja, o raciocínio lógico, criatividade, capacidade de resolver problemas, entre outros aspectos.

Por último, a entrevista cultural também tem sua importância para as startups recrutarem os melhores talentos. Essa etapa consiste em uma conversa do candidato com uma pessoa que não seja da mesma equipe da vaga em questão e que já entenda muito bem a cultura da empresa, ou seja a forma como ela lida com clientes, parceiros e até mesmo internamente entre os times. É essa cultura que vai potencializar os talentos para se manterem desafiados e motivados a sempre evoluir.

Muitos pensam que uma startup se equivale a uma corrida de 100 metros, mas sempre digo que empreender está mais próximo de uma maratona de 42 quilômetros e com muitos obstáculos no caminho. Ter ótimos talentos e uma boa cultura facilita – e muito – ao empreendedor superar os desafios e terminar essa prova com sucesso.

*Leo Pinho é CEO da startup Hent

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