Achamos que estamos vivendo um tempo totalmente novo e exclusivo, certo? A tecnologia permeia nossa vida, a globalização é um fato, e as novas gerações vem turbinadas com chip digital embutido. Certo? Repetimos com Lulu Santos: sei que nada será como o antes, amanhã. Certo?

Não tão depressa Charlie Brown!

Em 1851, Issac Merritt Singer revolucionou a vida das pessoas ao trazer ao mercado uma máquina de costura prática e voltada para o lar – permitindo às mulheres uma nova ocupação que traria economia e bem estar, e ao mesmo tempo novo significado às suas vidas. Isso ele fez quando tinha 40 anos. Mr. Singer era um inventor, um cara de teatro, empreendedor.

Veja bem, isso aconteceu 100 anos antes de Steven Jobs nascer. Mr. Singer já estava fazendo história, sendo ‘tolo e faminto’.

Meu bisavô, nascido na Argentina (fazer o que) e subindo rumo ao Norte, passou de cidade em cidade como promotor dessas fantásticas pequenas geringonças. Por ser de circo, um rápido aprendiz e com múltiplas habilidades, Dom Aquiles reunia dez a doze pessoas ao redor de uma Singer e fazia uma fascinante demonstração de como se podia em poucos minutos costurar calças e vestidos, preparar barras e consertar bolsos. Não demoraria para cruzar a fronteira e adentrar o Rio Grande do Sul. No caminho, já no Uruguai nasceu meu avô (bem melhor).

Quando faço minhas apresentações sobre as Gerações Brasileiras, inicio com uma foto em homenagem ao Dom Aquiles que não conheci. Ele esta se equilibrando num fio de arame, em cima de um monociclo tocando banjo. O cara realmente era de circo.

Esse exemplo de um homem desbravando seu futuro, seguindo seu coração e utilizando suas diferentes capacidades é bem uma projeção da Economia GIG. Como já explicamos, o profissional do futuro será um tipo nômade que deverá ser realmente bom nas diferentes coisas que faz. Tem que haver espontaneidade em seu reconhecimento. Sua reputação não será artificializada. Ou será bom ou estará fora do mercado. E não poderá ser um especialista fechado num só ofício. Conheça os paradigmas que serão quebrados com a nova economia.

Hoje, quando pais e professores exageram nas ‘redes de proteção’ é bem provável que estejam fazendo um desserviço a seus filhos. Quanto mais treino, mais solto, mais envolvidos em diferentes experiências, mais preparados serão para o futuro.

O cara univocacionado será um problema. Pense em pelo menos quatro a cinco boas competências genéricas pois o futuro nos aguarda com velocidade, complexidade e frio na barriga. Do mesmo jeitinho que aconteceu com Mr. Singer – o empreendedor, e com Dom Aquiles – o cara do circo. Afinal não há nada novo debaixo do sol.

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