Defendemos bastante a simplicidade e inclusive a consideramos uma das principais características de uma boa ideia. Agora vamos enfatizar a simplicidade vista pelo cliente, o que facilitará muito a entrada do seu produto no mercado.

Como ser simples aos olhos do cliente?

Resuma sua comunicação a 3 argumentos
Não adianta enumerar 7 vantagens do seu produto, as pessoas não lembrarão delas. Dizem, e eu concordo, que 3 é o número mágico de argumentos a serem usados. Esses argumentos podem ser quebrados em sub-pontos, mas ainda são 3 argumentos.
Exemplo: O MS Office tem milhares de funções, mas na prática serve para trabalhar com documentos, planilhas e apresentações. 3 coisas.

Torne o uso do seu produto o mais intuivo possível
Ninguém gosta de ler manuais ou passar horas aprendendo a usar um produto. Facilite a vida das pessoas e crie coisas intuitivas de serem usadas, você será recompensado com a felicidade dos clientes. Ou seja, vendas.

Tenha soluções simples para os possíveis problemas
As pessoas são muito criativas, elas conseguirão burlar seu sistema de segurança ou quebrar peças “inquebráveis”. Proteja ao máximo o produto contra falhas e oriente o usuário a usá-lo de forma correta. Por fim, tenha um bom serviço de atendimento ao cliente já que, como diria o filósofo americano F. Gump, “Sh*t happens!”.

As vantagens de ser simples?

Será mais fácil de entender o que a sua empresa faz e por que você é melhor que o concorrente. Isso te diferencia na multidão, o que atrairá a atenção dos clientes.

As pessoas lembrarão de você.

Clientes felizes são clientes fiéis. De uma forma ou outra eles te trarão novos clientes.

Sendo simples você economiza tempo e dinheiro que seriam gastos explicando o uso correto do produto e tendo que resolver problemas que ocorreram porque o cliente não te entendeu e fez “caquinha” na hora de usá-lo.

Como testar a simplicidade do seu produto?

Se você precisa mais de 10 slides ou mais de 5 min para convencer alguém de que a ideia é boa, algo está errado.

Se as pessoas não conseguem usar o produto da forma certa, a falta de esperteza não é delas, é sua que não ouviu o cliente e fez um produto complicado.

Não deixe que “Por favor, leia a página 72 do manual” seja a resposta padrão quando alguém quiser tirar dúvidas ou entender melhor o produto.

Para finalizar, compartilho uma apresentação que vi no blog do Enrico Cardoso. Recomendo vê-la em tela cheia.

  • Olá, me identifiquei muito com o artigo. Simples e objetivo, soube tratar a importância e o valor do simples na criação e venda de produtos. O que há de mais simples muitas vezes é o que precisamos ver, porém por vezes procuramos o contrário. Parabéns

  • Adriano,

    Você já leu Adam’s Óbvio ? Leia a série de artigos publicados sobre ele aqui no blog. Tenho certeza que irá se identificar ainda mais com o texto.

    Comece por aqui: https://www.superempreendedores.com/cultura/livros/adams-obvio-usando-o-bom-senso-parte-1

    Depois nos conte o que achou ;-)

    Abraços,