Ser lembrado por clientes e pelo público, quando pensam em um produto ou serviço, é o desejo de qualquer empresa.

Apresentar seus valores e diferenciais é fator-chave para se destacar no mercado cada vez mais volátil nessa revolução virtual e que abre caminhos para pequenas e médias empresas.

Mas o que é branding, esse conceito com nome em inglês de que tanto se fala hoje?

É o que vamos mostrar, além de ensinar a usá-lo, nessa série de dicas a seguir.

1. O Que é Branding e Qual é A Sua Importância

O Que É Branding

A palavra em inglês costuma ser traduzida como gestão de marca, estendida para empresas que tornam seus nomes verdadeiras traduções daquilo que oferecem.

O conceito de branding vem justamente de fazer os clientes associarem diretamente um produto ou serviço oferecido a essa marca. É no que você pensa, por exemplo, ao “fazer um Google” ou “tirar uma Xerox”.

Existem mais buscadores na internet e outras máquinas copiadoras, mas essas empresas souberam explorar seus potenciais e diferenciais de forma a se tornarem praticamente sinônimos de suas atividades.

Alguém se lembra do BomBril? O clássico case brasileiro de branding, com o ator Carlos Moreno? Pois é bem por aí.

Não é apenas o gosto do café que faz um cliente se sentar em uma Starbucks. Não é apenas o perfume que move uma cliente a comprar um cosmético da Natura, mas a experiência e os valores envolvidos.

O conforto da cafeteria e a ideia de produção sustentável da fabricante são exemplos desses valores agregados que atraem determinados públicos.

Um caso bem recente: a produção do Rock in Rio anunciou, em 25 de abril, que se esgotaram os ingressos para 29 de setembro, muito antes de as atrações serem anunciadas, muita gente já havia garantido ingressos para o festival, sem nem sequer saber quem iria tocar. É uma típica marca que já remete o público à experiência envolvida.

Isso acontece porque a própria ideia da experiência já os cativa. As pessoas enxergam ali um propósito, uma experiência que vale à pena ser vivida e com isso, se engajam ainda mais.

O trabalho de branding constrói marcas.

Mas, então, branding só se aplica a marcas grandes? Não! Muito pelo contrário, o trabalho de branding constrói marcas.

Em um contexto também musical, mas bem menor, hotéis, pousadas e casas com locação via AirBnb já estão cheios em Paraty, onde ocorre em maio mais uma edição do Bourbon Festival – e, da mesma forma, a maioria garante suas hospedagens antes de saber quem são os músicos que tocarão.

Da mesma forma temos a FLIP, a Feira do Livro de Paraty, onde as vagas nas pousadas e hotéis se esgotam meses antes.

O próprio AirBnb é outro bom exemplo da marca que leva a esse engajamento, tendo se tornado sinônimo de hospedagem onde você pode se sentir em casa. Qualquer empresa que ofereça um serviço semelhante hoje passará, ao menos inicialmente, a ser vista como “tipo AirBnb”.

Isso ocorre porque a empresa conseguiu ir além do propósito imediato, que é gerar lucro no primeiro momento, passando a um segundo ponto, de criar conexões emocionais com as pessoas, e a um terceiro, de tornar os clientes praticamente parceiros de um propósito comum.

É o que conseguiu também a Uber, hoje quase um sinônimo de transporte individual de passageiros em automóveis, por mais que tenha concorrentes de peso – como a Cabify e a 99, que tentam se afirmar com outros diferenciais.

É isso o que chamamos de branding. E, ao falar dele, citamos marcas que são de grande porte há tempos, de pequeno e médio porte e aquelas que nasceram pequenas, tornando-se grandes exatamente devido ao trabalho de branding envolvido – que também vale para marcas pessoais, como veremos a seguir.

2. O Personal Branding

Personal Branding

Quando entra em cartaz um filme dirigido por Woody Allen ou Quentin Tarantino, os espectadores nem precisam ler as sinopses para irem ao cinema já com boas expectativas. No primeiro caso, Nova York ou alguma outra metrópole, com personagens marcados por dramas psicológicos e extremamente ligados às peculiaridades dessas cidades; no segundo, referências pop carregadas de sarcasmo e uma dose de violência.

Quem circula pelo meio gastronômico, ao ler sobre a cozinha molecular já a associa ao chef catalão Ferran Adriá.

O que ícones como esses têm em comum? São referências instantâneas quando se pensa naquilo que fazem, com a identidade que criaram em torno de si, tornando-se as próprias marcas. Trata-se, então, do personal branding, cujas ferramentas são basicamente as mesmas, porém mais centradas em uma marca pessoal.

Muitas vezes branding pessoal ou geral se fundem: se você estiver lendo esse texto em um Macintosh e conhecer sua criação, certamente liga à história de seu computador à do eterno Steve Jobs, fundador da Apple.

3. Canais de Comunicação: O Meio é a Mensagem

O Meio É A Mensagem

A revolução digital multiplicou os canais de comunicação e, muitas vezes, nos perdemos por não sabermos qual é o mais adequado e de que forma. Se essa dúvida ocorre no uso pessoal, em atividades profissionais é fundamental entendermos isso para transitar nesse meio.

Como faz no trânsito propriamente dito, o Waze – para citar mais um caso explícito de identificação entre empresa e serviço, como mais algumas que virão a seguir.

Facebook, Instagram, Twitter… A profusão e concorrência de redes sociais não mudou o primeiro passo, que continua sendo a criação de um bom site, especialmente para incluir a sua marca nos resultados de busca que os clientes obtêm quando “fazem um Google”.

Seu site precisa ter todas as informações principais sobre sua empresa, serviços oferecidos e contato. É importante manter sempre a identidade visual proposta e a atualização. Iniciou um produto novo? As pessoas precisam saber. Encerrou alguma atividade? Exclua do site, evite frustrar clientes.

Site feito, agora sim é hora de criar uma fanpage no Facebook. A maior comunidade online do mundo é hoje reconhecidamente um canal eficiente para divulgação e relacionamento com clientes. Além de postagens com vídeos e fotos, ele possibilita comunicação por inbox de forma bem mais ágil do que por telefone, por exemplo.

Com a maior perspectiva de crescimento na comunicação virtual, conforme pesquisas especializadas, o Instagram vive esse boom, muito perceptível em setores como turismo e gastronomia, com maior ênfase nas imagens e requer um trabalho cuidadoso no visual. Já o Twitter, com seus 280 caracteres, chama pelas mensagens concisas, sendo muito utilizado na área do jornalismo.

Você não precisa estar necessariamente em todas as redes sociais, mas deve saber quais e como utilizar, de forma a alcançar e cativar o público para o qual passará a gerar valor e do qual há de se tornar praticamente um parceiro.

4. Algumas Ferramentas Essenciais Para O Desenvolvimento de Branding

Ferramentas Para o Desenvolvimento de Branding

E onde você e sua empresa entram nisso tudo? Ninguém precisa ver a si mesmo ou a seu empreendimento como uma mega operação para conseguir desenvolver sua marca, mas é fundamental aprender a se conectar com o público-alvo a partir de propósitos comuns, criando identificação e promovendo boas experiências.

Na hora de conhecer seu público, é preciso já conhecer o que pode vir a ser seu diferencial. Pense naquilo de que você e sua equipe entendem ou sabem fazer melhor do que 90% das pessoas que você conhece – e, principalmente, em como fazer e se comunicar.

Estabelecer seu branding passa, necessariamente, pela personalidade da marca, de forma a mais do que atrair, também engajar um público identificado contigo, com seu objetivo. Se você precisa criar um site ou um logotipo, podemos indicar tanto o criador de sites do Wix.com, quanto seu criador de logos grátis. O Wix também oferece a venda e a entrega de cartões de visita com o logotipo criado com o Wix Logo Maker. Criar um site, um logotipo e cartões de visita em primeiro lugar é um excelente ponto de partida para desenvolver seu branding.

E definir sua estratégia, o estilo e os canais para alcançar seu público e comunicar-se com ele é essencial – assim como um conteúdo consistente, que sustentará bem a imagem e o propósito divulgado.

A própria criação desse material já leva em conta os conceitos de linguagem e identidade visual que formarão seu estilo. Lembre-se de que o design gráfico traz a primeira impressão, aquela que fica. Se ele não for adequado à ideia que você pretende passar, muitos de seus alvos podem nem começar a ler, por melhor que seja o conteúdo, e não saberão o que você tem a oferecer.

Como ferramentas para o desenvolvimento de branding, indicamos o Crello (não confundir com Trello) para desenvolver todo tipo de material gráfico, como folders, folhetos, vídeos e banners para redes sociais. Esta ferramenta é self made, ou seja, você mesmo pode produzir suas peças, baseados em centenas de templates disponíveis. Ótimas para quem não dispões de muita verba para construir sua identidade visual e dar seus primeiros passos no branding.

Lembre-se que sua comunicação pode e deve variar para funcionar corretamente conforme seu cliente ou público. Entretenimento, com frequência, pede uma linha mais descontraída. Já meios especializados pedem rigor técnico nos assuntos abordados. Por isso, para a criação de infográficos, indicamos a Venngage, uma plataforma especializada nesse tipo de conteúdo. Infográficos são excelentes para transmitir conteúdo técnico de forma simples e lúdica.

A forma de escrever também segue essas premissas: em mensagens mais descontraídas, emojis podem funcionar tanto quanto palavras. Gráficos são ferramentas preciosas para simplificar a compreensão de textos sobre economia ou demais assuntos que envolvam números. E mais uma vez os infográficos entram em ação.

Já em textos falados, como os de vídeos, além do vocabulário escolhido, tom de voz e expressões corporais e faciais, são fatores a serem selecionados conforme seu público e com qual objetivo. É por isso, por exemplo, que apresentadores do Globo Esporte se vestem e falam (em palavras e tom de voz) de uma forma e os do Jornal Nacional, de outra, quase oposta. O YouTube Creators é um canal específico para orientar os aspirantes a video makers e empresas que querem transmitir sua mensagem para seu público. Tem conteúdo em português e legendado.

Conclusão

Desenvolver sua marca não é um caminho fácil, mas com certeza é mais simples do que era a alguns anos atrás. Com as ferramentas que temos hoje e que citamos no texto, pequenas empresas e profissionais liberais podem desenvolver suas marcas eles mesmos, e iniciar seus negócios do zero ou ainda, melhorar a imagem de empresas já existentes.

O branding de sua empresa ou seu personal branding não precisa ser perfeito, mas deve ser desenvolvido com o carinho e o cuidado que suas atividades empresariais merecem. E não se esqueçam, de sempre que puderem, consultar um profissional qualificado.

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