Algumas questões me mobilizam a explorar o potencial das equipes em diversos níveis hierárquicos em organizações com culturas ímpares e de diversidade.

O que possui uma equipe de alto desempenho?

O que faz uma equipe possuir estratégias eficazes e outras não?

O que faz uma equipe criar, inovar e alcançar resultados surpreendentes e outras não?

A primeira resposta surge com a palavra diversidade, oriunda do latim, diversitate, que significa variedade, diferença, dissemelhança, oposição e contradição. Peter Drucker, o guru da Administração dizia: “A melhor maneira de prever o futuro é criá-lo”. Nas organizações contemporâneas, diversidade pode ser considerada matéria-prima essencial para as equipes multidisciplinares e multifuncionais de alto desempenho criarem um futuro brilhante.

“A melhor maneira de prever o futuro é criá-lo”
Peter Drucker

Uma equipe se forma quando dois ou mais indivíduos interdependentes e em interação se juntam visando à obtenção de um determinado objetivo. Há décadas Henry Ford dizia: “Se duas pessoas pensam sempre exatamente iguais num time, uma delas é desnecessária”.

“Se duas pessoas pensam sempre exatamente iguais num time, uma delas é desnecessária”
Henry Ford

Portanto, as Equipes Rumo ao Topo são formadas por indivíduos com conhecimentos, perfis comportamentais e expectativas das mais variadas e, principalmente, possuem um Líder Aprendiz.

O Líder Aprendiz é aquele que prioriza o aprendizado individual e o desenvolvimento da equipe. Click To Tweet

O Líder Aprendiz é aquele que prioriza o aprendizado individual e o desenvolvimento contínuo da equipe para o alcance das metas estratégicas. Para isso, é imprescindível que ele tenha flexibilidade para atuar com a liderança situacional, ou seja, atuar com o estilo necessário de acordo com o momento da equipe e do estágio de desenvolvimento de cada membro.

O Líder Aprendiz pode ter muitos estilos, alguns deles são:

  • Diretivo – que dá a direção dizendo o que fazer.
  • Treinador – que desenvolve as pessoas para o futuro.
  • Mobilizador – que mobiliza pessoas em direção à visão.
  • Afiliativo – que cria harmonia para curar rixas de times e motiva em momentos de estresse.
  • Democrático – que cria colaboração para conseguir consenso.
  • Apoiador – que serve como apoio e estímulo.
  • Gerente – que gerencia operações, planos, atividades e soluciona problemas.

Enfim, a sacada para o líder alcançar os resultados com a diversidade é atuar com variedade e resiliência.

Uma equipe representa o todo, o total dos membros. Para se chegar ao objetivo da equipe como um todo existe a necessidade de enxergar as partes, ou seja, cada membro o seu papel.

Uma característica fundamental do Líder Aprendiz é saber fazer perguntas poderosas para aprender a lidar com o funcionamento complexo da equipe e das partes, ou seja, estimular os membros a lidar com a diversidade, utilizando a intuição, a criatividade, o conhecimento e o talento individual para o desenvolvimento como equipe.

Quero sugerir 10 perguntas que despertam a responsabilidade e que podem ser utilizadas pelo líder e compartilhadas com os membros da equipe:

1. Quais Os Resultados Esperados?

É imprescindível definir de forma específica as metas a serem alcançadas como equipe e individuais. Esta pergunta pode ser utilizada no início de um projeto, ou até mesmo, na delegação de uma tarefa.

2. Quais As Ações?

As Equipes Rumo ao Topo mantêm o foco no plano de ação e no monitoramento sistemático para o alcance dos resultados. Esta pergunta é utilizada para mobilizar os membros da equipe a fazerem as coisas acontecerem utilizando a diversidade existente na equipe. O segredo para aprender a lidar com a diversidade está no agir.

3. Qual o Próximo Passo?

É muito comum nas reuniões e nos bate-papos informais surgirem ótimas idéias e soluções, porém, se não colocadas em prática não passarão de idealizações. Os líderes de alto desempenho utilizam constantemente esta pergunta para mobilizar a equipe a entrar em ação imediatamente com o foco em resultados. Esta é uma forma de fazer a equipe manter os pés no chão.

4. O Que Vai Gerar Mais Impacto Positivo?

Os membros de uma equipe tendem a tomar as decisões com base nas opiniões e ganho pessoal devido à diversidade de talentos, experiências e crenças. Porém, os membros de uma Equipe Rumo ao Topo tomam as decisões com base no que vai gerar mais impacto positivo para a equipe alcançar os resultados esperados. Esta pergunta quando utilizada em meio a diversidade, contribui para a tomada de decisões rápidas e eficazes.

5. Esta Ação Vai Nos Levar Mais Perto ou Mais Longe da Meta?

O líder tem papel fundamental no engajamento da equipe para o alcance dos resultados. Ao invés do líder dizer aos membros da equipe se o que estão fazendo é certo ou errado, ele pode utilizar esta pergunta, que traz a equipe para o foco e estimula a responsabilidade individual pelos resultados. Em momentos de feedback, esta pergunta pode ser bem interessante.

6. O Que Impede?

São comuns alguns membros da equipe dizerem: “É complicado, é difícil, não dá para fazer, a empresa isso, a empresa aquilo…”. Neste momento, o líder pode utilizar esta pergunta para gerar reflexão, ouvir do indivíduo a verdadeira dificuldade e se livrar das desculpas sem fundamento.

7. Esta é Uma Oportunidade de Desenvolver O Quê?

Esta pergunta é utilizada quando o membro da equipe trás uma dificuldade, algum problema ou, até mesmo, desculpas. O objetivo desta pergunta é gerar desenvolvimento e utilizar a diversidade como oportunidade de crescimento.

8. O Que Podemos Aprender Com Isso?

Na teoria lidar com a diversidade pode parecer simples, mas na prática é outro papo. No entanto, quando os membros da equipe utilizam esta pergunta, acontece o fenômeno chamado aprendizado. A melhor forma de uma equipe lidar com a diversidade é aprender constantemente com ela, afinal de contas, não existe nenhuma forma de controlá-la e sim aprender com ela.

A melhor forma de uma equipe lidar com a diversidade é aprender constantemente com ela. Click To Tweet

9. Qual a Solução?

Nas Equipes Rumo ao Topo o problema só serve como oportunidade de descobrir uma solução. O líder tem papel fundamental no condicionamento da equipe para a solução de problemas e criação de possibilidades. Ao invés do líder dar as soluções, esta pergunta pode ser utilizada para que a equipe traga a solução ao invés das dificuldades. Em momentos de discussão e lavagem de roupa suja esta pergunta pode ser uma grande saída para trazer a equipe ao foco e entrar em ação novamente.

10. Quais os Prós e Contras?

Equipes dependentes do chefe são aquelas que têm incapacidade de avaliar os prós e contras para tomar uma decisão. Esta pergunta pode ser feita sempre que uma dúvida aparece. Ao invés do líder tomar as decisões pela equipe, é fundamental criar uma equipe interdependente através desta pergunta. Com o tempo os membros da equipe tendem a ser mais pró-ativos.

Leonardo Da Vinci foi muito sábio quando disse: “Quem conduz uma discussão apelando para a autoridade não está usando sua inteligência, está usando apenas a sua memória”.

“Quem conduz uma discussão apelando para a autoridade não está usando sua inteligência, está usando apenas a sua memória”
Leonardo Da Vinci

O Líder Aprendiz das Equipes Rumo ao Topo, utiliza a inteligência e a memória da equipe para lidar com a diversidade. Como a sua equipe lida com a diversidade hoje? Você fornece mais respostas ou faz mais perguntas a sua equipe? A situação da sua equipe hoje é uma oportunidade de você desenvolver o que? Qual o próximo passo?

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Carlos Cruz
Carlos Cruz é fundador e diretor do Instituto Brasileiro de Vendas (IBVendas), primeira instituição no país a dedicar-se à formação de profissionais de vendas e que preenche a lacuna deixada pela inexistência de universidades destinadas exclusivamente à carreira de vendedor. O especialista possui formação específica em Gestão de Planejamento Financeiro, Administração de Empresas, MBA em Gestão Empresarial pela FIA, formação em Dinâmica dos Grupos pela SBDG (Sociedade Brasileira de Dinâmica dos Grupos), certificação internacional em Coaching pelo ICI - Integrated Coach Institute e pela Lambent do Brasil, sendo membro da International Coaching Community. É Master Practitioner em Programação Neurolinguística e estudou a Hipnose aplicada na Comunicação Corporativa com Sttephen Paul Adler do Instituto Milton Erickson de New York. Participou do Executive Development Programs com foco em Liderança e Mudança na Business School São Paulo for International Management e do Grupo Dirigido de Psicodinâmica Aplicada a Negócios.