A questão acima pode parecer um pouco estranha num primeiro momento, mas acredito que você já deve ter se perguntado isso de outro modo. Hoje, com a disseminação dos papéis da liderança, tornou-se indispensável que os gestores conheçam as pessoas que trabalham em seu time para extrair o máximo das suas potencialidades e, ainda, sejam capazes de recrutarem e selecionarem bons profissionais.

Nos trabalhos de Coaching de Equipe e inspirado no modelo de diferenciação que Jack Welch aplicou na General Electric Company, transformando-a na organização mais valiosa do mundo, podemos dividir as pessoas em três classes, de acordo com suas competências e atitudes frente às atividades que desempenham.

Para ilustrar as características de cada classe, escolhi um animal representativo que, por conta de seu arquétipo no imaginário humano, já evoca algumas premissas básicas. São eles: os Águias, os Macacos e os Ratos.

1ª Classe – Os Águias são aqueles que unem alta performance a inteligência emocional, ou seja, são profissionais que conseguem atingir suas metas sem deixar de lado um bom comportamento. Geralmente, formam 20% do quadro de funcionários de uma empresa e são os responsáveis por grande parte do seu sucesso. Assim como as águias, os integrantes desse grupo têm visão, atuam de forma estratégica e mantém o foco diante dos desafios, que aliado à disciplina possibilita o alcance de resultados expressivos, com “botes certeiros”.

2ª classe – Os Macacos representam, geralmente, 70% dos colaboradores de uma organização e são muito valiosos para qualquer empresa, ou seja, a grande massa. Assim como na natureza são os macacos, esses profissionais são ótimos imitadores. Alguns medianos, outros com potencial para tornarem-se águias, apresentam resultados na maior parte das vezes medianos, que beiram o necessário para a evolução da empresa. O principal desafio em relação a esse grupo está na figura de quem ele adota como líder – que pode ser uma pessoa com perfil de Águia ou de Rato.

3ª classe – Os Ratos, geralmente conhecidos como “gente boa” ou “puxa saco” representam em média 10% do quadro de uma organização. Eles são especialistas em fazer intrigas e fofocas, agem de uma forma na sua frente e por trás de outra. Seus resultados individuais são de medíocres para ruins; bem como o seu comportamento, sempre negativo, sustentando atitudes que prejudicam a imagem da empresa até mesmo entre seus próprios colaboradores. Além disso, os “ratos” são capazes de influenciar o resto do time para longe das metas estabelecidas pelo líder. Por conta do seu jeito despojado de ser, ele muitas vezes assume a liderança informal do grupo e, por meio de sua má influência, prejudica os trabalhos de todo o time. Esse grupo costuma representar 10% dos integrantes de uma empresa.

Para exercer uma boa liderança através do mapeamento e da diferenciação da sua equipe é fundamental desenvolver uma capacidade analítica, implementar um sistema de gestão do desempenho objetivo e claro, com metas bem definidas e um programa de avaliação de resultados consistente. Será que nesse momento você consegue localizar os membros da sua equipe dentro dessas três classes? E você? Onde se encontra? Na classe dos Águias, dos Macacos ou dos Ratos?

Com um sistema de gestão de desempenho eficaz e eficiente, pode-se mapear a equipe e criar planos de ação. Baseado no aprendizado com Jack Welch no seu livro “Paixão por Vencer”, sugiro o seguinte:

Com os Águias dê uma chuva de bônus, opções sobre ações, elogios, amor, treinamento e uma ampla variedade de recompensas, que inflam seus bolsos e suas almas, ou seja, eles são os melhores e precisam ser tratados como tais.

Com os Macacos dê treinamento, feedback positivo e tenha uma cuidadosa atenção na definição das metas. Eles precisam ser motivados e sentir-se enquadrados. Os colaboradores desse grupo que parecem mais promissores devem ser movimentados entre negócios e funções para enriquecer suas experiências e conhecimentos e para testar suas habilidades de liderança. O propósito é melhorá-los para transformá-los em 1ª classe, em Águias.

Com os Ratos seja franco, defina com clareza suas expectativas com relação a ele e aplique um processo de avaliação de desempenho. As pessoas desta classe geralmente conhecem a sua situação e quando lhes diz sobre o seu desempenho de maneira formal elas geralmente vão embora antes de serem demitidas. Um dos aspectos positivos da diferenciação é que as pessoas deste grupo muitas vezes partem para outras carreiras bem-sucedidas, em empresas ou atividades em que realmente se enquadrem e onde possam ser excelentes. Uma solução também é se livrar deles, antes que eles dêem um jeito de fazer isso com você.

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Carlos Cruz
Carlos Cruz é fundador e diretor do Instituto Brasileiro de Vendas (IBVendas), primeira instituição no país a dedicar-se à formação de profissionais de vendas e que preenche a lacuna deixada pela inexistência de universidades destinadas exclusivamente à carreira de vendedor. O especialista possui formação específica em Gestão de Planejamento Financeiro, Administração de Empresas, MBA em Gestão Empresarial pela FIA, formação em Dinâmica dos Grupos pela SBDG (Sociedade Brasileira de Dinâmica dos Grupos), certificação internacional em Coaching pelo ICI - Integrated Coach Institute e pela Lambent do Brasil, sendo membro da International Coaching Community. É Master Practitioner em Programação Neurolinguística e estudou a Hipnose aplicada na Comunicação Corporativa com Sttephen Paul Adler do Instituto Milton Erickson de New York. Participou do Executive Development Programs com foco em Liderança e Mudança na Business School São Paulo for International Management e do Grupo Dirigido de Psicodinâmica Aplicada a Negócios.