Segundo dados da Agência de Proteção Ambiental Americana (EPA), pessoas que vivem em áreas urbanas passam 90% de seu tempo em ambientes internos que podem ser de 2 a 10 vezes mais poluídos que o ar externo. Esse fato é agravado pela chamada Síndrome do Edifício Doente, um conjunto de doenças desencadeadas pela proliferação de microorganismos infecciosos e partículas químicas em prédios fechados.

Diante deste cenário, a Omni-Electronica, startup instalada na Incubadora de Empresas de Base Tecnológica de São Paulo USP/IPEN-Cietec, desenvolveu a tecnologia SPIRI, um novo conceito de rede de sensores sem fio que realizam um raio-X da qualidade do ar interno e, com técnicas de controle sob demanda, podem reduzir os custos de energia elétrica do sistema de condicionamento do ar.

A solução

O SPIRI fornece dados, relatórios, alertas e visualizações personalizáveis capazes de monitorar a salubridade do ambiente, melhorar a produtividade e a qualidade de vida, além de monitorar normas e padrões de condições de trabalho, por meio de uma rede de sensores Mesh Low Power, com alcance de até 100 metros entre cada ponto de monitoramento e consumo ultrabaixo.

A solução pode ser usada em ambientes residenciais, escolas, hospitais, escritórios, academias ou em qualquer ambiente com sistema central HVAC, para auxiliar no combate à Síndrome do Edifício Doente.

Por ser um produto 100% brasileiro, a tecnologia SPIRI é mais barata que outros dispositivos importados. Além disso, conta com a sua própria rede de comunicação, podendo também se conectar a outras redes. Por fim, viabiliza o controle de todo sistema sem precisar sair do lugar.

A Startup

A Omni-Electronica foi fundada em 2016, pelos doutorandos e mestrandos da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP), Arthur Aikawa, John Esquiagola e Matheus Manini. Em 2017, passou a integrar o maior centro de incubação do Brasil. Já recebeu mais de R$ 500.000,00 de investimento em projetos com o governo e investiu mais de R$1,1 mi em pesquisa e desenvolvimento (P&D).

Um dos principais projetos desenvolvidos pela empresa foi no Hospital Israelita Albert Einstein, que identificou que o monitoramento contínuo da concentração de material particulado suspenso pode ser usado para reduzir a incidência de infecções hospitalares. A empresa também atuou com a DHL e Delloite, em trabalhos focados na redução de custos e otimização da operação. Na DHL, a empresa apontou uma possível redução de até 10% do consumo de energia do sistema de condicionamento do ar.

Recentemente, Omni-Electronica foi finalista do programa MoviMente 2018, que aproxima as startups das principais empresas do mercado de construção civil, facilitando a entrada neste mercado. Também foi convidada para integrar o GRI Tech Club, clube seleto de construtechs que viabiliza tecnologias inovadoras para o setor de construção civil brasileiro.

Segundo Sergio W. Risola, diretor-executivo do Cietec, a entidade prioriza a geração de negócios com o maior impacto possível na sociedade. “A solução da Omni-Electronica gera grande impacto social, pois pode beneficiar a qualidade de vida da população no combate à Síndrome do Edifício Doente”, afirma Risola.

Para Arthur Aikawa, CEO da Omni-Electronica, estar no Cietec é essencial para o sucesso da empresa, pois a entidade oferece todos os subsídios para o seu desenvolvimento. “O Cietec é a maior fábrica de startups do Brasil. 95% dos empreendimentos graduados nos seus processos de incubação continuam atuantes no mercado. Temos muito orgulho de residir lá”, finaliza Aikawa.

Sobre o Cietec

O Cietec – Centro de Inovação, Empreendedorismo e Tecnologia, fundado em abril de 1998, tem como missão incentivar o empreendedorismo e a inovação tecnológica por meio da criação, fortalecimento e a consolidação de empresas de base tecnológica. O Cietec apoia a transformação de conhecimento em produtos e serviços para o mercado, a inserção no ecossistema de inovação, a capacitação técnica e de comercialização, contribuindo para o aumento da competitividade no Brasil. O Cietec é a entidade gestora da Incubadora de Empresas de Base Tecnológica USP/IPEN, onde são conduzidos processos de incubação de empresas inovadoras, em diferentes níveis de maturidade. Nesses processos, são oferecidos serviços de apoio para demandas nas áreas de gestão tecnológica, empresarial e mercadológica, aproximação com o investimento-anjo, capital semente e venture capital, recursos de fomento público, além de infraestrutura física para a instalação e operação dessas empresas.

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