Uma coisa eu garanto desde já, não existe o livro mágico da sabedoria sobre concorrentes. Como último post da série análise de mercado, mostraremos aqui alguns passos e dicas de como fazer uma análise de seus concorrentes e usar essas informações para conseguir se diferenciar:

1) Você conhece os substitutos do seu produto?

Tenha certeza de que você não está sozinho – alguém sempre concorre com você. Não importa se o produto é diferente, o que importa é para que o cliente o usa, logo saiba a finalidade do seu produto e descubra também quais são seus substitutos – lembre-se: não existe mercado sem concorrência, pois o “nada” sempre estará lá pra combater produtos inúteis.

2) Atributos e preços

São os pontos mais importantes para se conhecer sobre produtos concorrentes e, imagine só, isso você consegue sem ter espiões por aí. Saiba o que seu cliente valoriza e cruze isso com as funções do produto – se for possível, desmonte o produto concorrente e veja como ele é feito de perto. Conhecer preços pode ser difícil quando se trata de serviços, por isso ter dicas de alguém que conhece bem o mercado sempre ajuda.

3) Fontes externas de informação

Partindo do pressuposto que ninguém é ingênuo, seu concorrente não vai te dar de bandeja informações sobre como ele faz o produto dele, por isso o normal é caçar informações sobre concorrência através de notícias, associações comerciais, o próprio site do concorrente e, principalmente, clientes – informação de quem vai comprar de você. Blogs e redes sociais são inovações que ajudam a ver opiniões diretas de pessoas sobre certos produtos, aproveite-as!

4) Benchmarks em outras indústrias

Mercados diferentes estão em estágios diferentes de desenvolvimento, logo é muito possível que a partir do estudo de outras indústrias e do desenvolvimento de mercados você consiga montar um paralelo para o seu caso. Sim, a dica é: estude estratégias gerais – isso é uma fonte infinita de ideias.

5) Posicionamento

Saber quem é o líder no seu mercado e como seu produto está em relação ao dele pode te gerar insumos para o seu próprio posicionamento. Por exemplo, quando a Toyota colocou o Lexus no mercado, lançou o seguinte slogan “tão bom quanto um Mercedes, mas pela metade do preço”, mostrando assim qual é seu mercado alvo e como compete nele (esse é um bom exemplo de marketing de guerrilha).

Mesmo descobrindo muitas informações sobre seus concorrentes, não adianta trabalhar especialmente pra fazer algo melhor que ele – isso será caro e talvez inútil – o diferencial é sempre entregar o que seu cliente quer; só o agradando você realmente deixará a concorrência no chinelo.

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