O empreendedorismo surgiu como uma tábua de salvação para muitos profissionais que se vêem deslocados do mercado de trabalho e também para aqueles que se deparam com o desemprego, vislumbrando no empreendedorismo a possibilidade de um novo caminho profissional. O legal dessa história é que o Brasil nunca esteve tão engajado no desenvolvimento de novos negócios, como nos últimos tempos.

Pesquisa feita pela Global Entrepreneurship Monitor (GEM), no Brasil pelo SEBRAE e pelo Instituto Brasileiro de Qualidade e Produtividade (IBQP), divulgada pela Exame em 2015 mostra que o Brasil é o primeiro no ranking de empreendedorismo. Em dez anos, a taxa de empreendedorismo passou de 23% para 34,5%, metade desses empreendedores abriu seus negócios há menos de três anos e meio.

Apesar de sabermos as enormes dificuldades de ser um empresário e empreendedor em nosso país, as características do brasileiro de adaptação e entusiasmo garantem o crescimento desse setor a olhos vistos, e grande parte destes voltados à tecnologia, novas mídias e inovação, áreas até então de pouco reconhecimento em nosso mercado.

Porém, outra característica muito marcante do nosso povo é a falta de planejamento, que vem impactando muito os empreendimentos e deixando uma aura de “impotência” frente à crise e fatores particulares de cada setor. A disciplina de planejamento seja na administração ou em qualquer outra área pode determinar o sucesso ou fracasso de um negócio, sendo considerada por muitos como o coração de uma ideia. É a partir desse planejamento que as ações são definidas, identificamos nossos potenciais, determinamos os limites e capilaridade dos nossos negócios, designamos os melhores perfis para assumirem áreas com as quais tem mais aptidões, entre tantas outras decisões que passam pelo planejamento para serem organizadas e aplicadas a seu momento e de forma orgânica e integrada.

Curiosamente tenho visto empreendedores e empresários, tratando a administração como algo facultativo para o seu negócio, negligenciando regras básicas e técnicas desenvolvidas por pensadores e estudiosos, que poderiam facilitar em muito o seu dia a dia, garantindo melhor desempenho e resultados mais concretos, aplicando seu tempo e energia em uma busca frenética por mais vendas.

A organização de ideias, bem como o reflexo disso na administração de cada empresa não tem sido aplicado ou mesmo buscado por esses profissionais, ocasionando perdas importantes como motivação e entusiasmo, depositando na crise a responsabilidade de única “vilã” para o seu insucesso.

Separei 5 práticas simples para começar a organizar a sua empresa:

  1. Definir seus objetivos e metas de forma realista;
  2. Relacione os produtos/serviços do seu portfólio sob dois aspectos:
    1. Como oferecer a seus clientes em potencial (breve descrição, diferencial, valor, condição de pagamento, margem de negociação). O ideal é colocar em uma planilha de Excel.
    2. Centro de custos: relacione todos os custos envolvidos na produção de cada produto/serviço, a intenção é chegar ao lucro líquido de cada um.
  3. Defina os processos internos e externos para execução, atribuindo responsáveis e nível de responsabilidade de cada integrante da equipe;
  4. Estruture as ações de marketing que pretende fazer para divulgar o seu negócio, sinalizando terceiros (se for o caso) e valores destinados;
  5. Determine métodos de controle para acompanhar o desempenho de área da sua empresa.

O principal ganho com essa organização será a otimização do seu tempo, dando espaço para mais esforços de geração de negócios ao invés de constantes intervenções imediatistas para apagar incêndios que poderiam ter sido evitados.

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