Esqueça tudo o que você sabe sobre tecidos e confecção de roupas. Algodão, linho, couro? Esqueça! Em um futuro bem próximo, poderemos estar usando roupas feitas por… bactérias. Não, não fiquei louco. Na verdade, fiquei até fascinado com a fonte e o método da criação do tecido. O mais interessante é saber que a produção da fibra utilizada na confecção das roupas, só gasta água, açúcar, chá e um tipo de bactéria que produz celulose quando se alimenta do açúcar contido no kombuchá*.

A designer de moda Suzanne Lee dirige o projeto BioCouture, uma pesquisa que nasceu de uma ideia em seu livro Fashioning The Future: Tomorrow’s Wardrobe, um texto seminal sobre moda e novas tecnologias para a produção de roupas. Sua pesquisa explora a natureza para propor uma visão radical da moda no futuro: será que podemos fazer um vestido crescer em um tanque cheio de cultura líquida?

Suzanne – Pesquisadora Sênior da Central Saint Martins, da Universidade de Artes de Londres – está trabalhando com cientistas para unir design com bio e nanotecnologia de ponta. O objetivo do trabalho é descobrir se a celulose bacteriana pode ser produzida em larga escala para a produção de tecidos especiais e auto-sustentáveis.

Por enquanto, as roupas produzidas só tem um probleminha, que acredito que será resolvido em breve. Vejam o vídeo, é sensacional.

 

 

*O Kombuchá, também conhecido como o cogumelo do chá, é uma bebida com propriedades medicinais, feita a partir do chá fermentado. Adiciona-se uma cultura simbiótica de fermentos e outros micro-organismos no chá preto ou chá verde adoçado que vão se transformando em uma sopa de nutrientes naturais. A cultura do Kombuchá alimenta-se do açúcar da infusão e além da celulose da experiência citada acima, produz outras substâncias como o ácido glucurônico, ácido glucônico, ácido lático, vitaminas, aminoácidos, substâncias antibióticas e muitas outras. O Kombuchá tem origem na medicina oriental chinesa e japonesa.

Inspirado por: TED, Biocouture e Kombucha Journal

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