Você conhece alguém que já jogou na Mega-Sena? Será que essa pessoa ganhou? E você, já jogou? Acredita que um dia ainda vai ganhar? Estou escrevendo este artigo para pedir que você tome cuidado com a síndrome da Mega-Sena. Ela pode estar mais perto do que você imagina.

Existem alguns sintomas que apontam por onde ela está. Um deles é o slogan da loteria que diz o seguinte: “O jogo que oferece os maiores prêmios para você. Duas vezes por semana, você tem a chance de se tornar milionário”. As filas para concorrer ao prêmio de 40 milhões também são indícios. Não estou aqui para criticar a Mega-Sena, mas para refletir se este padrão de delegar a responsabilidade pela sua rentabilidade financeira não se repete em outras áreas da sua vida.

Acredito plenamente que você tem a chance de ganhar, no entanto, é uma chance em 50.063.860 (mais de 50 milhões). A pergunta é: “Você prefere ficar a vida inteira tentando ganhar na Mega-Sena para ser milionário e correr o risco de morrer frustrado, ou prefere trabalhar duro e desfrutar da sua realidade? Acredito que é mais fácil aprender a ganhar um real por vez e depois ganhar milhões de vezes. O segredo é assumir o controle pela sua vida financeira.

Há alguns indivíduos que ainda ficam acreditando apenas no famoso pensamento positivo. Mas será que apenas isso basta? Tenho certeza que não. Prefiro encarar a realidade e entrar em ação para ficar milionário. Vale a pena refletir sobre quantos milionários que você conhece ganharam na Mega-Sena. Pelo menos 99% suaram a camisa para se tornarem quem são, pra terem o que têm, e para fazerem o que fazem. Quero aproveitar a oportunidade para dizer uma coisa: Se você é aquele que fica apenas investindo na Mega-Sena e não faz nada de extraordinário na sua vida, caia na real e faça o que é preciso. Encare a sua realidade. Deixe de corpo mole. Pare de esperar as coisas caírem no seu colo. Faça as coisas acontecerem!

Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) o número de desempregados em julho de 2007, nas seis maiores regiões metropolitanas do país (Belo Horizonte, Porto Alegre, Salvador, Recife, Rio de Janeiro e São Paulo) foi de 2,2 milhões.

Por outro lado, segundo os cálculos do IBGE, o país gerou cerca de 603 mil novos postos de trabalho nos últimos doze meses nas seis maiores cidades do país. Você se enquadra nos 2,2 milhões de desempregados ou aproveitou a oportunidade dos 603 mil postos de trabalho e conseguiu um trabalho digno?

Quando alguém me diz que está difícil arrumar um emprego, costumo perguntar: Você está procurando um emprego ou um trabalho? Pode parecer à mesma coisa, entretanto, existe uma diferença sutil na representação destas palavras. Emprego refere-se a ter uma função, um cargo, ou seja, é onde o indivíduo está empregado. Trabalho refere-se ao esforço físico, mental ou intelectual para fazer ou conseguir alguma coisa. Trabalho é esforço, luta, ter uma ocupação, uma tarefa a ser cumprida.

O filósofo suíço Jean-Jacques Rousseau certa vez refletiu: “A temperança e o trabalho são os dois melhores remédios do homem”. O pensador chinês Confúcio foi mais fundo: “Escolha um trabalho que você ame e não terá de trabalhar um único dia em sua vida”. Para encontrar um trabalho, seja em uma organização ou no seu próprio negócio, comece amando a si mesmo e ame fazer as coisas acontecerem. Ame obter resultados. Caso não ame de verdade, trate pelo menos de começar a gostar. Caso você esteja trabalhando e não ama o seu trabalho, peça as suas contas e encontre um trabalho na qual você possa colocar o seu amor.

A maioria das pessoas desempregadas que encontro no dia-a-dia busca um emprego e quer a qualquer custo ganhar dinheiro. Porém, poucas delas estão dispostas a dedicar a sua energia ao trabalho verdadeiro. Percebo que poucas são aquelas pessoas dispostas a começar de baixo, galgar degrau por degrau e, se for necessário, recomeçar. É fundamental aproveitar o momento presente e ter humildade para aprender sempre.

Já dizia Sêneca: “Se aproveitares bem o dia de hoje, dependerá menos do dia de amanhã”. Permita-se aprender uma coisa diferente hoje, assim, poderá aprender algo melhor no dia de amanhã.

A baronesa Margaret Thatcher, ex-primeira-ministra britânica certa vez disse: “Não conheço ninguém que tenha chegado ao topo sem muito trabalho. Essa é a receita. Nem sempre você chega ao topo, mas certamente chega perto”.

Descobri uma coisa para chegar ao topo. Basta transformar cada dia em um topo diferente, ou seja, um aprendizado diferente. Faça isso e verá os resultados na sua realização pessoal e profissional. Você pode chegar a ser o presidente de sua empresa, pode alavancar seus negócios de forma extraordinária, mas antes precisa ser melhor a cada dia no seu trabalho.

Você pode estar pensando o seguinte: “Eu tenho um trabalho digno e me esforço para obter os meus resultados, mas jogo na Mega-Sena. Qual o problema?”. Eu diria: “Nenhum. Se você faz isso, ótimo! Porque a Mega-Sena passa a ser mais uma oportunidade que pode contribuir com a sua riqueza, mas perceba que ela não é tudo”.

A grande sacada é assumir a responsabilidade pelos seus resultados. Se você trabalhar verdadeiramente, se emprenhar e encarar a realidade, a probabilidade de você ficar milionário é bem maior que se você apenas jogar na Mega-Sena.

O capitão da marinha inglesa John Andrew Smith, defendia o pensamento “Quem não trabalha não come”. Portanto, trabalhe muito pelo resto de sua vida.

Já que estamos falando de síndrome, compartilho alguns antídotos para ela: Assuma a responsabilidade pelos seus resultados, seja pró-ativo, entre em ação e, principalmente, empregue seus talentos físicos, mentais e intelectuais para gerar riqueza. A riqueza envolve o conhecimento, o dinheiro, o amor, entre outros pontos. Desafio você a encontrar as riquezas que já estão presentes na sua vida.

Previna-se! Os antídotos estão a sua disposição!
Talvez o melhor antídoto seja reconhecer as suas riquezas.

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Carlos Cruz
Carlos Cruz é fundador e diretor do Instituto Brasileiro de Vendas (IBVendas), primeira instituição no país a dedicar-se à formação de profissionais de vendas e que preenche a lacuna deixada pela inexistência de universidades destinadas exclusivamente à carreira de vendedor. O especialista possui formação específica em Gestão de Planejamento Financeiro, Administração de Empresas, MBA em Gestão Empresarial pela FIA, formação em Dinâmica dos Grupos pela SBDG (Sociedade Brasileira de Dinâmica dos Grupos), certificação internacional em Coaching pelo ICI - Integrated Coach Institute e pela Lambent do Brasil, sendo membro da International Coaching Community. É Master Practitioner em Programação Neurolinguística e estudou a Hipnose aplicada na Comunicação Corporativa com Sttephen Paul Adler do Instituto Milton Erickson de New York. Participou do Executive Development Programs com foco em Liderança e Mudança na Business School São Paulo for International Management e do Grupo Dirigido de Psicodinâmica Aplicada a Negócios.
  • Estou lendo vários artigos aqui e gostando muito do que encontrei. Acho que os leitores deveriam comentar mais e compartilhar suas impressões.

    A sindrome da mega-sena também provoca aquele jargão inútil que acomoda as pessoas: Quando ficar rico mudo meu modo de vida, ou minha postura tal.

    Quando as pessoas deveriam entender que mudar a postura tal e seu modo de vida, muitas vezes trariam a riqueza que esperam…

    Abraços e obrigado por compartilhar estes textos.
    Saulo Medeiros
    Liderança e Negócios
    5clicks.com.br