Quando a Inovação Não Adianta

6 de maio de 2009

Empreendedorismo, Inovação

Quando a Inovação Não Adianta

Esta semana participei do almoço da ADVB de entrega dos prêmios de Responsabilidade Social (Top Social). Ao longo do encontro, os presentes responderam uma pesquisa realizada pela Business School São Paulo, e com o processamento imediato sendo feito pela Micropower, tivemos uma prévia dos resultados enquanto saboreávamos a sobremesa.

Na primeira questão, fomos perguntados qual a área que mais poderia trazer resultados para a empresa. De pronto marquei INOVAÇÃO. Percebi que meus dois companheiros de mesa, sentados ao meu lado, também marcaram a mesma resposta. Pensei comigo mesmo: “sinal de visão de futuro”.

Pois bem, eramos minoria! De acordo com o resultado, as áreas de importância no pensamento do empresariado presente, são:

- Vendas 30,6%
- Relacionamento com clientes 24,5%
- Recursos Humanos 15,0%
- Marketing 11,8 %

e outras, com Inovação 4,3% no topo desse restante.

Ao sermos levados à última pergunta, Fatores que afetam o negócio da empresa, temos:

- Burocracia 31,7%
- Falta de Talentos Qualificados 29,6%
- Taxa de Juros 16,6%
- Disponibilidade de Crédito 14,5%
- Taxa de Câmbio 7,5%

Ou seja, nos aspectos externos, tanto a burocracia como a carência de talentos é o que está pegando.

Que conclusão você tira? Será que fiz certo em marcar a Inovação, juntamente com meus companheiros de mesa?

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Volney Faustini é Administrador de Empresas, Autor, Preletor, e Consultor nas áreas de Marketing, Vendas e Inovação Empresarial. Pioneiro do Telemarketing no Brasil, dirigiu uma das mais fortes operações de Telemarketing de 1987 a 1995 na Germine Marketing e Serviços. Foi Presidente da ABT – Associação Brasileira de Telesserviços de 1991 a 1995. Realizou centenas de seminários, workshops e treinamentos nas áreas de Telemarketing, Vendas, Motivação, Inovação Empresarial e Planejamento Estratégico – por todo o Brasil, alcançando dezenas de milhares de profissionais e executivos. São de sua autoria, os seguintes livros: A Arte do Telemarketing (1992) e A Inovação Vencedora do Varejo (1999), além de inúmeros Manuais de Treinamento. Atua como Professor na ADVB – Associação de Dirigentes de Vendas do Brasil, desde 2004, ministrando cursos de Gestão, Produtividade, Criatividade e Atendimento.

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2 Respostas para “Quando a Inovação Não Adianta”

  1. rafael zanatta escreveu:

    A Inovação provavelmente é a única saída para que as empresas consigam driblar este “mundo massificado” no qual estamos inseridos. Alguém já viu alguma coisa diferente por aí? Algo sendo feito de maneira que o cliente olha e diz: nossa! Vou comer/utilizar isso pro resto da minha vida!

    É claro que ele nao vai utilizar isso pro resto da vida dele. Quando ele “aceitar” aquilo como algo bom toda a concorrência vai correr atrás e copiar o produto, resumindo a concorrência novamente ao fator “preço”. Neste momento, ou entramos na onda do preço ou inovamos novamente.

    No entanto, inovar não deveria ser algo momentâneo, mas sim um aspecto onipresente na organização. As empresas devem estar orientadas a inovar.

    Vendas, Marketing de Relacionamento….. isso tudo é consequência e só andam bem quando você tem um produto que realmente cria valor para o cliente.

    abraços!

  2. Volney Faustini escreveu:

    Meu caro Rafael,

    É isso mesmo, a inovação contínua e continuada. Não sei onde – vou ter que procurar o que já postei sobre inovação e disse algo mais ou menos assim:

    A inovação tem a ver com a velocidade das mudanças internas. Se não muda (prática) só a idéia (teoria) de nada adianta. E essa velocidade tem que acompanhar as mudanças externas. Em resumo, não é fácil não, mas é possível!

    O aspecto do valor ao cliente é outra faceta importante. Só quando o cliente diz que “sim – criou valor”, é que está valendo. E aí estamos e estaremos na velocidade certa.


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