O faturamento de empresas do setor de tecnologia da informação e comunicação (TIC) da cidade de Santos e região subiu, entre 2006 e 2007, mas as empresas ainda devem se preparar para manter um crescimento sustentável. Estas são algumas das informações contidas no Diagnóstico das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação, divulgado pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de São Paulo (Sebrae-SP) na última semana.
O estudo foi realizado com 33 empresas de Santos. O perfil é de empresas de produção de softwares para logística e atividade portuária, softwares para comércio, telecomunicações e produção de sites.
De acordo com o diagnóstico, em 2006, 23 empresas consultadas apresentaram um faturamento anual de até R$ 500 mil, três, entre R$ 500 mil e R$ 1 milhão, e sete, de R$ 1 milhão a R$ 5 milhões. Em 2007, houve empresas que migraram do primeiro para o segundo patamar, aparecendo um novo nível de faturamento: neste ano, 19 delas faturaram até R$ 500 mil, seis faturaram de R$ 500 mil a R$ 1 milhão, seis, de R$ 1 milhão a R$ 5 milhões, e duas, de R$ 5 a 10 milhões.
O crescimento, porém, é mais resultado de uma demanda do mercado do que de ações de planejamento comercial. O diagnóstico mostra que menos da metade das empresas (39%) tem plano de negócios, ainda que 55% delas façam planejamento estratégico. Ainda conforme o estudo, 88% exercem controle financeiro, 52%, controle comercial, e apenas 30% estudam a rentabilidade dos projetos que iniciam.
Entre as necessidades do setor, os entrevistados destacaram marketing (20%), treinamento (17%), consultoria (13%), participação em feiras (11%), participação em grupos de trabalho (10%), feiras (8%) e oportunidades de negócios (7%).
Do grupo pesquisado, 43% atuam em Pesquisa e Desenvolvimento sob demanda dos clientes e apenas 12% mantêm orçamento para o setor, enquanto 21% não investem e 24% também não investem, mas pretendem fazê-lo. Ainda na área de pesquisa, 48% querem obter a certificação Microsoft (tanto dos profissionais quanto da empresa), 18% buscam a certificação Capability Maturity Model Integration (CMMI) e 9% têm a intenção de conquistar a certificação Melhoria de Processo de Software Brasileiro (MPSbr).
Todas as empresas responderam à pesquisa que pretendem fazer parte do Arranjo Produtivo Local do setor (APL TIC) e 76% delas têm capacidade financeira para investir nesta ação associativa.
O secretário municipal de governo, Márcio Lara, que exerce a presidência rotativa do Conselho Deliberativo do APL, ressalta que pesquisa e inovação formam um dos sete eixos da política municipal de desenvolvimento econômico. “Temos o projeto do Centro de Transferência de Tecnologia, o Parque Tecnológico, e a Fundação de Conhecimento e Tecnologia, que irá reunir e articular todas essas iniciativas. Com a instalação da Unidade de Negócios da Petrobras no Valongo, queremos fazer do Centro Histórico e da Vila Mathias os lugares para acomodar a inteligência dos novos negócios que chegam a Santos”, diz.
A gerente do Sebrae-SP na Baixada Santista, Silvana Pompermayer, avalia que o diagnóstico aponta para um cenário em que os produtos desenvolvidos pelas empresas de TI são mais comprados pelo mercado do que vendidos pelos fabricantes.
Fonte: Agência Sebrae de Notícias.
Imagem Principal: I-Pix.

















1 de dezembro de 2008
Empreendedorismo, Internet, Tecnologia